segunda-feira, 27 de abril de 2009

CASA FLUTUANTE


Seu Davi Nalevaiko é fazendeiro, paranaense de Foz do Iguaçu. Tem sangue polonês, herdado do bisavô. Cinco anos atrás, trocou o sul do Brasil pela cidade de Canabrava do Norte, no nordeste do Mato Grosso, a mil quilômetros da capital Cuiabá.

A história de seu Nalevaiko seria muito parecida com a de outros tantos agricultores que saem do sul para o cerrado se, há pouco mais de dois meses, ele não tivesse realizado um acalentado sonho: construir uma casa flutuante.

- Nunca tinha visto nenhum modelo. Eu comecei sonhar e fui projetando. Discutia umas coisas com os amigos, trocava umas ideias com eles, até ficar pronto o projeto final - diz o fazendeiro.


Aos 54 anos, com apenas um ajudante e no tempo recorde de um mês, construiu uma casa de madeira, sustentada acima da lâmina d’água por nada menos que 25 tambores plásticos de 200 litros.

Seis pessoas podem passar tranquilamente a noite na casa. São dois quartos - um para casal e o outro com beliches -, banheiro, cozinha e duas áreas, uma de lazer e outra de serviço.

A área de serviço “dobrável”, inclusive, é uma das surpresas de engenharia da casa. Quando o dono não está, deixa de ser área e vira a parede da cozinha. O fazendeiro, porém, apressa-se em fazer o alerta: “olha, é uma casa muito simples, não tem muita frescura não”.

Seu Nalevaiko usa a casa para lazer, para passar um final de semana no rio e aproveitar uma boa pescaria. Ou então para fazer pequenas comemorações. “Na última vez, coloquei onze pessoas lá ao mesmo tempo”, garante.

Discreto, não divulgou muito o feito, mas diz que “tenho uns amigos que estão doidos para ir lá ver”. Quem já foi, gostou muito, assegura o fazendeiro.

A casa fica numa lagoa, no Rio Fontoura (um dos afluentes do Xingu), na propriedade vizinha à fazenda de seu Nalevaiko.
- Eu tenho um pequeno motor a diesel Mercury e, quando preciso, coloco nela e dou uma navegada pelo rio. Já naveguei cerca de 500 metros de uma vez só. Mas, assim com água parada, acho que dar para ir até uns dois, três quilômetros.

Quando pergunto se ele não se acha diferente, responde simplesmente que não. “Acho que na Amazônia deve ter outras casas assim. No Vietnã, tem muitas casas em cima do Rio”, diz.

(fotos: Leandro Nascimento)
http://iurirubim.blog.terra.com.br/category/personagens/

Um comentário:

Anônimo disse...

Amigo queria informaçoes sobre a planta da casa de modo que possa informar a localização de quartos etc.
obrigada :D

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails