sexta-feira, 9 de março de 2012

Falência dos rins poderia ser evitada com exames simples

Doença renal crônica manteve 90 mil brasileiros em diálise em 2011, com um custo anual de dois bilhões de reais.
Saber o que pode causar uma doença é o primeiro passo para evitá-la. Com essa premissa, governos, profissionais de saúde, hospitais e ONGs de saúde de todo o mundo lembram hoje o Dia Mundial do Rim. A data está cheia de ações voltadas para alertar sobre o que muita gente não sabe sobre esse órgão vital para o corpo humano.

Pouca gente sabe, por exemplo, que as duas principais causas de falência dos rins são a pressão alta e o diabetes. E o pior: a maioria só é diagnosticada quando os rins já estão funcionando com apenas 50% da capacidade.

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), um em cada 10 adultos tem doença renal crônica. Um verdadeiro exército de doentes que, invariavelmente, acabará trilhando dois caminhos: diálise e transplante renal. O último censo de SBN, divulgado em 2011, mostrou que mais de 90 mil brasileiros fazem diálise, com um custo anual de dois bilhões de reais e uma taxa de mortalidade de 17% no último ano.

“Muitas pessoas morrem sem sequer ter acesso a essa terapia, por falta de diagnóstico”, complementa Daniel Rinaldi, presidente da SBN.

Um drama que poderia ser evitado com mais informação e com exames simples e baratos, que deveriam ser feito anualmente, defende a nefrologista Deise Rosa de Boni de Carvalho, chefe do serviço de Nefrologia do Hospital São Vicente de Paulo (RJ).

“Estar atento à pressão arterial e fazer exames de urina e de dosagem de creatinina no sangue são medidas simples, mas muito importantes. Se o exame de urina mostrar a presença continuada de proteína, pode ser indício de uma lesão renal, às vezes, em fase inicial. Já a creatinina é uma substância do sangue que é filtrada pelos rins. Uma quantidade aumentada dela no sangue significa a diminuição da função renal”, explica a médica.

Em muitos casos, o diagnóstico precoce e o tratamento da doença na fase inicial podem evitar que a doença progrida para fases mais avançadas. E como a doença renal crônica muitas vezes está associada ao diabetes, pressão alta e doenças do coração, o seu tratamento também ajuda a evitar outras complicações como infarto do miocárdio, insuficiência cardíaca e acidente vascular cerebral (AVC).

Quem tem mais risco de ter doença renal:
Pessoas com doenças cardiovasculares
Quem tem doença renal na família
Diabéticos
Idosos
Hipertensos

Fique atento e vá ao médico caso tenha:
Fraqueza
Cansaço
Inchaço no rosto, nos pés ou nas pernas
Dificuldades para urinar
Urina com espuma ou com alterações na cor (escura ou avermelhada)
Aumento ou redução da quantidade habitual de urina

Rins ajudam a produzir vitamina D
O equilíbrio do organismo humano se deve, em grande parte, ao trabalho dos rins. A Sociedade Brasileira de Nefrologia explica que esses órgãos funcionam como filtros, eliminando toxinas que, acumuladas, fazem mal ao corpo.

Além disso, essas estruturas são responsáveis pela regulação da formação do sangue e da produção dos glóbulos vermelhos, da pressão sanguínea e do delicado balanço químico e de líquidos do corpo. Saiba mais sobre o que os seus rins fazem por você:

Sangue completo
Os rins liberam um hormônio chamado de eritropoetina, que ajuda na maturação dos glóbulos vermelhos do sangue e da medula óssea. A falta deste hormônio pode causar anemia.

Ossos fortes
Os rins regularizam as concentrações de cálcio e de fósforo no sangue e produzem uma forma ativa de Vitamina D, a responsável pela fixação do cálcio nos ossos.

Pressão controlada
Os rins controlam as concentrações de sódio e a quantidade de líquido no corpo. Quando falham, esse equilíbrio se rompe, causando aumento da pressão sanguínea. A hipertensão prolongada danifica os vasos sanguíneos, causando assim falha renal.

Equilíbrio químico e hídrico
Quando os rins não funcionam apropriadamente, as toxinas se acumulam no sangue. Isto resulta em uma condição muito séria conhecida como uremia – ela causa náuseas, fraqueza, cansaço, desorientação, falta de ar e inchaço nos braços e pernas.

Fonte: saude.ig

Leia mais:
dieta ocidental pode elevar risco de problemas renais
os migrantes da diálise
número de casos de insuficiência renal dobrou em dez anos

3 comentários:

Monique Freitas disse...

Parabéns pelo blog! Espero também sua visita e de seus leitores a meu blog. Deixem seus comentários e suas opiniões, elas são importantes para mim. Abraços; Monique Freitas
http://falandodeinspiracaoeaspiracao.blogspot.com/

Estrela disse...

Olá,seu blog é ótimo, além de muito informativo. Sabe, faço esses exames anualmente, mas não sabia os sintomas de uma doença renal.
Bjs!

Magia da Inês disse...

Seria bom se a maioria da população pobre tivesse acesso a essas informações e aos exames de laboratório.
Um exame leva meses para ser liberado pelo SUS.
Gostei do post... aprendi mais com ele.
Boa semana!
Beijinhos.
Minas

♫♫.•*¨*•♫♫¸

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