quinta-feira, 28 de maio de 2009

FECHO ÉCLAIR

1893: Patenteado o fecho éclair

Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Tão indispensável quanto a roda.
Em 19 de agosto de 1893, o americano Whitcomb L. Judson mandou patentear uma nova invenção: um fecho para sapatos de cano alto, que se propagou e se tornou indispensável no mundo inteiro.

Cansado de perder tempo para amarrar diariamente os sapatos, o engenheiro americano Whitcomb Leonard Judson, um senhor um tanto obeso, inventou um jeito de encurtar a tarefa. Criou um fecho para substituir o cordão. A princípio, um artefato bastante rudimentar, constituído de uma seqüência de furos e ganchos. Ou o usuário tinha dificuldade para fechá-lo, ou o fecho abria nas horas mais impróprias.

O invento, patenteado a 19 de agosto de 1893, entrou para a língua portuguesa com a denominação francesa, fecho éclair, mas difundiu-se também sob a denominação de zíper, do inglês zipper.


Aperfeiçoamento e produção em série

A primeira fábrica de zíperes do mundo, instalada por Judson em Nova York, precisava fabricar também botões, para render lucros. O fecho éclair só começou a se popularizar quando passou a ser utilizado em outras peças do vestuário. Mas ele se tornou de fato prático e pôde ser produzido em série apenas depois que o sueco-americano Gideon Sundback o aperfeiçoou, em 1913.

Já na Primeira Guerra Mundial, os zíperes fechavam os uniformes dos aviadores americanos, que contribuíram assim para torná-los conhecidos em outras partes do mundo. Em 1930, a modista parisiense Elsa Schiaparelli passou a utilizar o fecho em suas criações, introduzindo-o nos salões da alta costura.

Apenas alguns anos depois, o artefato, que costumava ficar mais ou menos escondido, adquiriu grande notoriedade, com as cenas em que a estonteante atriz Rita Hayworth pedia a seus parceiros para ajudá-la a fechar seus vestidos de gala. E consagrou-se como fecho de calças masculinas depois que o conde de Windsor lançou a moda.

Indispensável no mundo de hoje, o zíper faz parte das invenções geniais que revolucionaram a vida do homem, como a roda ou o alfinete. Seu inventor, porém, nunca soube disso: Judson morreu já em 1909.

por Peter Koppen
http://www.dw-world.de/dw/article/0,,611339,00.html


POEMA DE FECHO ÉCLAIR
Autor: Antonio Gedeão ( Rómulo de Carvalho (1906-1997)

Filipe II
tinha um colar de oiro
com pedras rubis.
Cingia a cintura
com cinto de coiro,
com fivela de oiro,
olho de perdiz

Comia num prato
de prata lavrada
girafa trufada,
rissóis de serpente.
O copo era um gomo
que em flor desabrocha,
de cristal de rocha
do mais transparente.

Andava nas salas
forradas de Arrás,
com panos por cima,
pela frente e por trás.
Tapetes flamengos,
combates de galos,
alões e podengos,
falcões e cavalos.

Dormia na cama
de prata maciça
com dossel de lhama
de franja roliça.
Na mesa do canto
vermelho damasco
a tíbia de um santo
guardada num frasco.

Foi dono da terra,
foi senhor do mundo,
nada lhe faltava,
Filipe Segundo.
Tinha oiro e prata,
pedras nunca vistas,
safira, topázios,
rubis, ametistas.

Tinha tudo, tudo
sem peso nem conta,
bragas de veludo,
peliças de lontra.
Um homem tão grande
tem tudo o que quer.
O que ele não tinha
era um fecho éclair.

Veja Biografia de Antonio Gedeão:
http://www.truca.pt/ouro/biografias1/antoniio_gedeao.html

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