terça-feira, 27 de outubro de 2009

A Comovente História de Hachiko

Uma das mais bonitas histórias, que chamou a atenção do Japão e do mundo todo, colaborando assim para a restauração e preservação da raça Akita, foi a comovente história de um cão Akita chamado Hachiko.

Em novembro de 1923 nasceu um filhote de Akita na prefeitura de Akita, no Japão. Aos dois meses de idade foi mandado ao Professor Eizaburo Ueno em Tokyo, que ansiava por um cão Akita há anos. O Professor batizou o cãozinho de Hachi e o chamava carinhosamente pelo diminutivo Hachiko.

O Professor residia num subúrbio de Tokyo perto da estação de Shibuya. Hachiko acompanhava seu dono todas as manhãs no percurso de casa à estação de trem, voltando no final da tarde para acompanhá-lo na volta para a casa.

No dia 21 de maio de 1925, Hachiko, que tinha tinha apenas um ano e meio, estava na estação como de costume esperando seu dono chegar no trem das 16 horas. Porém, naquele dia o Professor Ueno não chegou, pois sofreu um derrame fatal na Universidade.

Após a morte do Professor, seus parentes e amigos passaram a cuidar de Hachiko que continuou a ir à estação de Shibuya todos os dias à mesma hora para esperar seu dono voltar do trabalho. Os anos passaram e Hachiko, já com dificuldades para andar em decorrência de artrite, continuava a fazer sua peregrinação diária à estação. Sua vigília durou até o dia 7 de Março de 1934, quando já com 11 anos e 4 meses foi encontrado morto no mesmo lugar onde esperou pelo seu dono por tantos anos.



A memória de Hachiko foi imortalizada em uma pequena estátua de bronze colocada na estação de Shibuya, local onde ele morreu. Porém, durante a 2ª Guerra Mundial todas as estátuas foram confiscadas e derretidas, incluindo a de Hachiko. Em 1948 o filho do escultor da estátua original foi contratado para criar uma réplica dessa estátua, que foi colocada no mesmo lugar da anterior.

Hoje, todos que passam pela estação de Shibuya em Tokyo podem ver a imponente estátua de Hachiko, erguida em sua memória eternizando a paixão desse cão por seu dono e sua lealdade incomparável. Sua figura imponente, esculpida em bronze e colocada sobre um pedestal de granito, ergue-se como uma silenciosa prova do lugar ocupado pelos Akitas na história cultural e social do Japão. [geocities]

A história de Hachiko virou filme. Richard Gere está em ‘Hachiko: a dog’s story’.

“Hachiko: a dog’s story” é tão tocante, disse o ator, que ele chega a engasgar quando fala sobre o filme.

“Eu estava falando às pessoas no jantar e não consegui passar da metada da história sem começar a chorar”, revelou Gere em uma entrevista coletiva depois da exibição do filme, que compete no Festival de Roma.

A história verídica de amizade entre o cachorro Hachiko e seu dono é uma lenda entre os japoneses, um povo que adora animais de estimação e que honra a lealdade acima de tudo.

Mesmo uma década depois de sua morte, Hachiko costuma esperar todo dia na estação de trem de Shibuya por seu dono, um professor da Univeridade de Tóquio. As pessoas ficaram tão tocadas que construíram uma estátua a Hachiko na estação, agora um ponto de encontro popular na cidade.

A história de Hachiko, que morreu em 1935, foi transformada em filme em 1987 no Japão. A nova versão, dirigida por Lasse Hallstrom - de “Minha vida de cachorro” -, transporta a trama para uma estação em Rhode Island.

“Chorei como um bebê” ao ler o roteiro, disse Gere. “Não tinha certeza se era só uma reação sensível que estava tendo naquele dia, então li de novo uns dias depois e reagi da mesma forma. Esta é uma história de amor, que não tem nada a ver com gênero ou espécie.”

Os cães que interpretam Hachiko no filme são da raça japoensa Akita - conhecidos como selvagens e difíceis de treinar. “Não conseguíamos treiná-los para fazer as coisas, mas tivemos de criar um ambiente de confiança para eles”, afirmou Gere.

O filme fez sua première nos Estados Unidos em junho, durante o Festival Internacional de Seatle, e estreou no Japão em agosto.

A quarta edição do Festival de Roma, parte do circuito internacional de festivais de cinema, vai até 22 de outubro.



Fonte: clubeshitzu

2 comentários:

Fatima disse...

Gostei!
Vou procurar.
Bjs.

Márcia Souto disse...

Maravilhosa história!!!
Eu confesso que me emocionei muito e até chorei... Eu amo demais os animais em especial todos os cachorrinhos do mundo!!!

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