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terça-feira, 12 de abril de 2011

Monte Roraima: Lendas e aventura

Monte Roraima está entre as formações geológicas mais antigas do planeta, com cerca de 2 bilhões de anos. Foto: PAULO LIEBERT/AE

Uma lenda indígena diz que o Monte Roraima, na tríplice fronteira entre o Brasil, a Venezuela e a Guiana, é a morada de Makunaima, uma entidade sagrada . Os índios Macuxis dizem que Makunaima foi fecundado no topo do monte durante um eclipse, quando raios dourados do Sol refletiram em um lago com os raios prateados da Lua. De curumim, cheio de magia, Makunaima cresceu forte e tornou-se um índio guerreiro. Guardião do monte, faz o tempo nublar e chover se alguém gritar em seu topo, pois é lá que repousam os espíritos dos pajés. Quando um deles morre, seu espírito penetra na terra e se transforma em cristal.

Já para os índios Pemon, da Venezuela, o Monte Roraima é a “Mãe das Águas”, lugar de nascentes de rios e grandes cachoeiras. Para eles, se a água é o sangue do planeta, então o Monte Roraima é o coração. Alí estão as nascentes dos rios Arapobo, Cotingo, Waruma e Paikwa, que irão desembocar nas bacias do Orinoco, Amazonas e Esequibo.

As crenças indígenas provocam um efeito ainda mais enigmático em torno do Monte Roraima. Chamado também de Tepuy Roraima, o monte é uma extraordinária fortaleza com 2.734 metros de altitude em meio a Grande Savana Venezuelana e o Parque Nacional do Monte Roraima. Geologicamente, estima-se que a região tenha se erguido há mais de 2 bilhões de anos, quando a América do Sul e a África ainda estavam ligadas e formavam o supercontinente chamado de Gondwana.
Texto de fotos: Paulo Liebert


As rochas do topo do Monte Kukenán, de aspecto surreal, foram moldadas pela ação contínua do vento e das chuvas. Foto: PAULO LIEBERT/AE

Topo do Monte Kukenán (Matawi-Tepui), próximo ao Monte Roraima. Foto: PAULO LIEBERT/AE

Uma das quedas d'água do Monte Kukenán, na Venezuela. Foto: PAULO LIEBERT/AE

Vista aérea da queda d'água do Monte Kukenán. Foto: PAULO LIEBERT/AE

Vegetação típica do topo do Monte Kukenán. Foto: PAULO LIEBERT/AE

Vegetação característica do Monte Roraima. Foto: PAULO LIEBERT/AE

Monte Kukenán. Foto: PAULO LIEBERT/AE

Planta denominada Stegolepis guianensis, que cresce no topo do Monte Roraima. Foto: PAULO LIEBERT/AE

Flor da planta denominada Stegolepis guianensis, que cresce no topo do Monte Roraima. Foto: PAULO LIEBERT/AE

Topo do Monte Roraima. Foto: PAULO LIEBERT/AE

Topo do Monte Kukenán. Foto: PAULO LIEBERT/AE

sábado, 20 de junho de 2009

Akinator - O Gênio da Internet



A fabulosa estoria de Akinator
(tradução de Demetrius Soares Silva)
Há algum tempo, Arnaud e seu amigo Jeff decidiram viajar para as distantes terras do Oriente Médio. Durante uma expedição, montados em camelos sob o sol escaldante do deserto, eles perceberam no alto de uma duna um objeto brilhante. Isso os deixou curiosos. Eles então desceram dos animais e imediatamente foram verificar o que era. Eles ficaram extremamente surpresos ao descobrir uma velha lâmpada! Deve ter ficado enterrada ali por muitos anos até ser desenterrada pelos ventos do deserto.

Jeff brincou;
"Já sei! Faça três desejos e esfregue a lâmpada, vai aparecer um gênio!"
Eles esfregaram, mas nada aconteceu.
Esfregaram novamente, e ainda assim, nada aconteceu.
Entretanto, na terceira tentativa, a lâmpada brilhou e começou a esquentar. Até que ficou tão quente que Arnaud teve que largá-la.


Naquele momento, uma densa fumaça saiu da lâmpada e formou uma pequena e escura nuvem. A nuvem foi ficando cada vez mais clara e espantados eles viram uma criatura aparecer diante deles. Tinha aspecto humano e parecia bem amigável.

A criatura pareceu se espreguiçar, como se acordasse de um longo sono. Então falou com uma voz grave e imponente:
"-Olá, eu sou o famoso Akinator. Eu falo e entendo todas as línguas do mundo. Vocês me acordaram do meu sono de vários séculos. Entretanto, esse longo descanso não afetou minhas habilidades. Eu sou capaz de adivinhar em quem vocês estão pensando com apenas algumas perguntas. Se eu não conseguir, se vocês me vencerem, então eu os deixarei em paz. Mas cuidado! Respondam minhas perguntas direito ou vocês trocarão de lugar comigo e ficarão presos na lâmpada!".

Nossos amigos ficaram curiosos, mas este aviso os deixou apreensivos. Eles responderam com cuidado as perguntas do gênio e perceberam que o que ele disse era verdade; ele facilmente adivinhava as pessoas que eles tinham em mente. O gênio estava muito orgulhoso de seu feito e começou a cantarolar e falar sem parar. Então ele pediu que fossem feitos mais desafios e novamente acertou as respostas. Aparentemente ele nunca se cansava e ficava cada vez mais orgulhoso de si mesmo.

Os dois viajantes tentaram escapar sorrateiramente enquanto o gênio se gabava de seus acertos. Mas não adiantou; quando olharam para trás o gênio estava flutuando no ar bem atrás deles, totalmente livre e incansavelmente pedindo para eles jogarem com ele. Jeff então pegou a lâmpada e eles voltaram pros camelos. Confuso ele perguntou:
"O que faremos, Arnaud? Ele não para de nos seguir. Nós nunca nos livraremos dele!"
"Nós o levaremos de volta para a França. Se é adivinhar pessoas que ele gosta, então nós daremos o que ele quer."

Estas foram as circunstâncias que levaram Jeff e Arnaud a criarem o site www.akinator.com. Akinator poderia jogar dia e noite com pessoas do mundo inteiro, e assim satisfazer seu desejo incontrolável.

Você também pode tentar vencer Akinator. Você verá que ele não é infalível. Mas fale baixo... Ele não gosta de ouvir isso! E tome cuidado: você deve responder honestamente, afinal você se lembra do aviso do gênio!



Pense numa pessoa famosa.... Agora Clique no link abaixo e responda as peguntas... Incrível...
O Akinator adivinhará e mostrará a imagem de quem você pensou!!!

Akinator

quinta-feira, 23 de abril de 2009

VITÓRIA-RÉGIA

A vitória-régia ou victória-régia (Victoria amazonica) é uma planta aquática da família das Nymphaeaceae, típica da região amazônica. Ela possui uma grande folha em forma de círculo, que fica sobre a superfície da água, e pode chegar a ter até 2,5 metros de diâmetro e suportar até 40 quilos se forem bem distruibuídos em sua superfície.

Sua flor (a floração ocorre desde o início de março até julho) é branca e abre-se apenas à noite, a partir das seis horas da tarde, e expelem uma divina fragrância noturna adocicado do abricó, chamada pelos europeus de "rosa lacustre", mantem-se aberta até aproximadamente as nove horas da manhã do dia seguinte. No segundo dia, o da polinização, a flor é cor de rosa. Assim que as flores se abrem, seu forte odor atrai os besouros polinizadores (cyclocefalo casteneaea), que a adentram e nelas ficam prisioneiros. Hoje existe o controle por novas tecnologias (adubação e hormônios)em que é possível controlar o tamanho dos pratos e com isso é muito usada no paisagismo urbano tanto em grandes lagos e pequenos espelhos d'água.


A Lenda da Vitória-Régia
Faz muitos e muitos anos em uma tribo, vivia uma índia, muito moça e muito bonita, a quem haviam contado que a lua era um guerreiro forte e poderoso. A moça apaixonou-se por esse guerreiro e não quis casar-se com nenhum dos índios da tribo. Não fazia outra coisa sendo esperar que a lua surgisse. Aí, então, punha os olhos no céu e não via mais nada. Só o poderoso guerreiro. Muitas vezes, ela saía correndo pela floresta, os braços erguidos, procurando agarrar a lua.

Todos da tribo tinham pena da índia, pena de vê-la dominada por um sonho tão louco.
E o tempo foi passando... Contudo, o sonho não deixava a pobre moça em paz. Queria ir para o céu. Queria transformar-se numa estrela, numa estrela tão bonita, que fosse admirada pela lua. Mas a lua continuava distante e indiferente, desprezando o desejo da moça.
Quando não havia luar, a jovem permanecia aborrecida em sua oca, sem falar com ninguém. Eram inúteis os esforços dos amigos e parentes para que ela ficasse com as outras moças. Continuava recolhida, silenciosa, até a lua aparecer novamente.

Uma noite em que o luar estava mais bonito do que nunca, transformando em prata a paisagem da floresta, a moça repetiu sua tentativa. Chegando à beira da lagoa, viu a lua refletida no meio das águas tranqüilas e acreditou que ela havia descido do céu para se banhar ali. Finalmente, ia conhecer o famoso e poderoso guerreiro.
Sem hesitar, a moça atirou-se às águas profundas e nadou em direção à imagem da lua. Quando percebeu que havia sido ilusão, tentou voltar, mas as forças lhe faltaram e morreu afogada.
A lua, que era, como eu disse, um guerreiro forte e poderoso, uma espécie de deus, viu o que havia acontecido e ficou compadecida. Sentiu remorso por não ter transformado a formosa índia em uma estrela do céu. Agora era tarde. A moça ia pertencer, para sempre, às águas profundas da lagoa. Porém, já que não era possível torná-la uma estrela do céu, como ela tanto desejara, podia transformá-la numa estrela das águas. Uma flor que seria a rainha das flores aquáticas.

E, assim, a formosa índia foi transformada na vitória-régia.

À noite, essa maravilhosa flor se abre, permitindo que a lua a ilumine e revele sua impressionante beleza.

(Esta é uma das versões da lenda da vitória-régia)
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Texto extraído do livro Histórias e Lendas do Brasil (adaptado do texto original de Gonçalves Ribeiro). - São Paulo: APEL Editora, sem/ddata
Ilustração de J. Lanzellotti

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