terça-feira, 30 de junho de 2009

Impostos 'pesam' para mais pobres.

O brasileiro trabalhou, em média, 132 dias para pagar impostos no ano passado. Mas as pessoas com renda até dois salários mínimos (R$ 930) levaram mais dois meses que os demais – um total de 197 dias – para quitar as obrigações tributárias em 2008, segundo o estudo Receita pública: Quem paga e como se gasta no Brasil, divulgado terça-feira, em Brasíla, pelo Instituo de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
O estudo revela a discrepância paga entre as faixas salariais em relação à carga tributária e dias trabalhados para pagar impostos no ano passado. Aqueles que ganham mais de 30 salários mínimos mensais (R$ 13.950) trabalham três meses a menos – um total de 106 dias – do que os de renda até dois salários mínimos para quitar tributos.
A carga tributária bruta para as pessoas que ganham até dois salários foi estimada em 53,9%, enquanto
que para os que faturam mais de 30 mínimos foi de 29%.
– A carga de impostos para quem recebe até dois salários mínimos é 85,8% maior do que para quem recebe acima de R$ 13.950. Ser rico no Brasil é ser beneficiado pelo sistema tributário – disse o presidente do Ipea, Márcio Pochmann.
Segundo o estudo, o sistema tributário brasileiro contraria o princípio da capacidade contributiva. Ou seja, “não se deveria impor aos cidadãos de menor capacidade econômica – normalmente entendidos como aqueles de menor renda e patrimônio – o mesmo esforço tributário exigido dos cidadãos de maior capacidade econômica. Nesse sentido, o sistema tributário deve buscar a progressividade – tributar mais os ricos do que os pobres”, conclui a pesquisa do Ipea, que engloba todos os impostos, inclusive os embutidos no preço final de mercadorias e serviços, como o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
PIB
A carga tributária do país atingiu 36,2% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2008. O Ipea também pesquisou o destino dos impostos e verificou que a Previdência Social foi o segmento com maior gasto – R$ 189 bilhões no ano passado – o que custou 24 dias de trabalho do contribuinte.
Em segundo lugar, vem o montante destinado ao pagamento de juros da dívida pública. Em 2008, o governo federal gastou 3,8 % do PIB com o pagamento de juros, o equivalente a 20 dias e meio de trabalho do contribuinte.
O Bolsa-Família, que complementa a renda de 11,6 milhões de famílias, demandou R$ 11,1 bilhões, o que corresponde a 0,4% do PIB. Para financiar o programa, o governo federal arrecadou o equivalente a um dia e meio do trabalhador.
Falta de Transparência
O presidente do Ipea também destacou a falta de transparência dos tributos indiretos, como o ICMS.
– A cobrança desses impostos tem que ser clara, assim como o IPTU. A falta de visibilidade real do tributo facilita o abuso da cobrança – afirmou Pochman.
O pesquisador do Ipea, José Aparecido Ribeiro, estimou a cobrança desses impostos.
– De cada R$ 100 arrecadados pelo governo, R$ 42 vêm de impostos indiretos, R$ 28 dos diretos e R$ 26 de contribuições previdenciárias – disse.

FONTE: JB Online

PSOL entra com representação contra José Sarney e Renan Calheiros.

Ao lados dos Deputados Federais Ivan Valente e Luciana Genro, a presidente do PSOL, Heloísa Helena, protocola representação na Mesa Diretora contra o Presidente do Senado José Sarney (PMDB-AP) e também contra o Renan Calheiros (PMDB-AL). O partido alega quebra de decoro parlamentar.
PSOL entra com representação contra Sarney e Renan.

Manequins decorado com preservativo

Em Bankoc, Tailândia, manequins são decorados com preservativos durante uma campanha contra o vírus da AIDS.

McFLY - "Lies"

Cresci numa rua de terra batida e virei uma paisagista premiada


Filha de uma empregada doméstica e de um vendedor ambulante, Gislene Medeiros Mesiara, de 33 anos, virou uma executiva de sucesso. Então decidiu realizar um sonho: deixar o mundo mais bonito e ajudar quem precisa.

Depoimento a Angela Senra

"Desde criança, meu maior desejo era ver o mundo limpo e verdinho. Cresci em um bairro pobre da zona norte de São Paulo, a Vila Nova Cachoeirinha. Ali, sonhava em conhecer os lugares bonitos que via na televisão. Claro, tudo não passava de um sonho distante. À minha volta, as ruas eram de terra batida e a população vivia com dificuldade, num local onde a feiúra incomodava mais que a pobreza. Minha família não tinha recursos e faltava dinheiro para passear ou viajar. Como minha irmã mais velha e eu dividíamos o mesmo uniforme da escola, ela estudava pela manhã e eu só ia para a escola pública à tarde. No tempo livre, ajudava minha mãe a lavar a louça e tirava todas as sujeirinhas da pia imaginando que limpava também o rio Tietê. Também adorava cuidar das plantas, dos animais e até das crianças da vizinhança. Era comum minha mãe me flagrar dando banho em um animal abandonado ou em um amiguinho da favela. Eu devia ter uns 7 anos e adorava ver um pequeno, antes sujinho, todo arrumado.

No fundo, não me conformava muito com a realidade. Nunca acreditei que o sofrimento fosse o destino do ser humano. E tentava fazer a minha parte para melhorar o planeta, mesmo que de maneira ingênua. Claro, meus programas favoritos na tevê eram os documentários ecológicos sobre Fernando de Noronha, Amazônia, Pantanal. E planejava fazer a faculdade de agronomia, mesmo ciente de que minha família não tinha condições financeiras. Aliás, não compreendia direito como funcionava essa história de dinheiro. Parecia até um extraterrestre, tamanha a dificuldade em lidar com a idéia. Na minha inocência, acreditava que todo mundo poderia comprar o que quisesse. Se bem que, na nossa geladeira, não havia sempre de tudo. Iogurte, por exemplo, só aparecia quando alguém ficava doente. Na escola, comia o que era oferecido na merenda do governo ou levava alguma coisinha de casa.

Nem por isso desisti de sonhar. Por sorte, tive um bom modelo de perseverança dentro de casa: pais batalhadores e honestos. Minha mãe veio da Bahia aos 13 anos, descalça, em um pau-de-arara. Trabalhou como empregada doméstica, se casou com um vendedor ambulante e, junto com ele, criou três filhas muito bem. Ambos diziam que a única chance que tínhamos de mudar de vida seria por meio dos estudos e do trabalho. Assim, aos 9 anos, descobri que a melhor maneira seria arregaçando as mangas. Comecei como auxiliar do homem da cantina da escola em troca de um lanche melhorado. Aos 13, consegui emprego como recepcionista de um consultório odontológico. Dedicada, fazia o meu melhor: colocava flores nos vasos, lavava a escada, mantinha o lugar impecável. Meu plano, porém, era cursar agronomia na Universidade Federal de Viçosa (MG). Cheguei a prestar vestibular e passei, mas não efetuei a matrícula, porque não tinha condições financeiras de me manter longe de casa. Decidi: vou ganhar dinheiro. Continuação...
Leia mais, clicando no site abaixo:
Nova.Abril

A Força da Imagem


Já mencionei minha opinião à cerca da influência que a televisão exerce na vida das pessoas, a ponto de torná-las escravas de horários, de programas, de emissoras, das mensagens diretas ou camufladas (subliminares) emitidas nos comerciais e até mesmo no desenrolar das novelas, de modo que nem percebem que aquilo está sendo absorvido, pela forma sutil (às vezes nem tanto) que são inseridas. Em decorrência deixam de ter maior convivência, mais entrosamento, momentos de diálogo e de interação com os demais membros da família.

Antigamente, toda a família reunia-se na sala para assistir televisão. Hoje, adultos, adolescentes e crianças têm aparelho nos respectivos quartos, o que favorece o distanciamento, cada um assistindo o que lhe interessa, sendo que muitas vezes assistem programas inadequados para a idade, absorvendo conteúdos de programas violentos, impróprios para a idade e consequentemente para seu grau de amadurecimento.
O diálogo torna-se raro, a influência positiva que deveria ser transmitida no convívio familiar torna-se escassa, sendo suprida de forma errônea pelos programas de televisão, no geral sem cunho educativo, formando conceitos distorcidos, transmitindo valores falsos, além de habituar a quem assiste às situações violentas, absurdas (agressão, morte, espancamento, estupro, discriminação, furtos, roubos, seqüestros, extorções, corrupção, estelionato e uma gama enorme de condutas tipificadas no Código Penal) de forma que assim acaba ocorrendo o fenômeno denominado psicoadaptação, no qual o indivíduo já não reage mais frente à ocorrência dos mesmos, porque eles se tornaram habituais, estão inseridos no cotidiano de todos.
A substituição do hábito da leitura - no qual cada um dá asas à fantasia e produz a imagem que lhe parece representar o que está lendo, desenvolvendo desta forma a imaginação - pela imagem pronta recebida através da televisão ou mesmo do computador, empobreceu a fantasia, o sonho a imaginação de cada um, assim como o vocabulário e o diálogo. Muitas vezes ocorre de compararmos a leitura de determinado livro, com o respectivo filme e verificarmos que o livro parece sempre melhor, mais completo que o filme, isto porque a imagem substitui muito do livro além de ser passada da forma que é interpretada, entendida pelo diretor e transmitida pelo ator, não correspondendo ao imaginado no desenrolar da leitura.
Por tudo isto creio que a criança parece crescer rápido demais, perdendo muito cedo o doce sabor da ilusão, da fantasia, da pureza, da ingenuidade, pela forte influência da mídia; o jovem torna-se descrente de certos valores que podem lhe parecer ultrapassados, pelo que está faltando ser passado pela família e frente às “verdades” ou realidade que lhe é transmitida pela televisão, de maneira muito forte; o adulto sente-se frustrado pela impotência de enfrentar um concorrente tão poderoso e que ao invés disto deveria ser um auxiliar na educação dos filhos; o idoso fica totalmente fora deste contexto, tão distanciado de tudo aquilo que vivenciou no passado e que se processa numa velocidade acentuada, num ritmo diferente daquele que a idade lhe permite acompanhar, entender e absorver.
A leitura, a televisão, o computador, a internet, todos os avanços tecnológicos são ótimos, devem ser valorizados, mas não podemos cultuá-los como se fossem mais importantes que os seres humanos e os relacionamentos.
È importante usá-los com discernimento e colocá-los a serviço da evolução do ser humano e de uma convivência melhor e mais fraterna.

Por Isabel C.S.Vargas
Planeta Mulher

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Não deixe o Amor passar


Orkutei.com.br

"Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de funcionar por alguns segundos, preste atenção: pode ser a pessoa mais importante da sua vida.
Se os olhares se cruzarem e, neste momento,houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu.
Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem d’água neste momento, perceba: existe algo mágico entre vocês.
Se o primeiro e o último pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça: Deus te mandou um presente: O Amor.

Por isso, preste atenção nos sinais - não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: O AMOR."

Carlos Drummond de Andrade

Pensamento


Orkutei.com.br

Mesmo que voes,
um dia perderá as asas.
Isso mostra o quanto és frágil.
Mas, enquanto voas,
pode ir aonde queres.
Isso mostra o quanto és livre.
- Kitsune Faherya -

Brasil vence EUA de virada e é tricampeão

Com herói do título no centro, Seleção tira foto da conquista na África do Sul
Foto: Reinaldo Marques/Terra
Esportes.Terra

domingo, 28 de junho de 2009

Selo "Blog Dorado"

O selo Blog Dorado, foi oferecido pela Beth Cruz, do excelente blog Leões e Cordeiros. O blog trás diversos assuntos tais como: Arte, Cultura, Literatura, Pintura, Arquitetura, Fatos, Fotografia, Mitos e Lendas.
Conheça a história do selo aqui.
As regras para quem recebe o selo "Blog Dorado":
1 - Mencionar quem lhe ofereceu;
- Recebemos o selo da talentosa Beth Cruz do blog Leões e Cordeiros.
2 - Completar a frase: "Eu sou luz e quero iluminar..."
- "Eu sou luz e quero iluminar tuas noites, invadir a tua janela
para você admirar e me ver dentro dos teus olhos antes de te beijar."

3 - Repassar o selo para até 15 blogs que considerem de luz, avisando-os da oferta;
- Repassando para:
- Sammyra do blog Borboleteando... ;
- Inês do blog Dois Rios;
- Fátima do blog Viver é Afinar o Instrumento;
- Ana do blog Pelos Caminhos da Vida;
- Tataahzinha do blog Petit Chaton...;

Beth, obrigado pelo reconhecimento e carinho.

Problemas com a memória em idosos


Uma das queixas mais comuns em idosos é a perda da memória.

É tão freqüente que, infelizmente, ainda existe a crença de que se trata de um evento normal e inexorável do processo de envelhecimento.

Isso não é verdade.

Ele é comum, não normal.

Melhor: trata-se de um problema, muitas vezes, passível de tratamento e cura.

Acontece que, até pouco tempo, a medicina não estava instrumentalizada para o manejo adequado dessa questão; diante de uma queixa de comprometimento intelectual, nada era feito.

Pior: indicavam-se certos produtos sem nenhuma sustentação científica, que, evidentemente, não apresentavam resultados, privando o paciente de uma avaliação geriátrica correta e do tratamento efetivo.

Não existem drogas que "melhorem a memória". Geralmente, a perda de memória é devida a algum fator que, se corrigido, devolve ao indivíduo a função que estava prejudicada.

O grande vilão é o uso de calmantes e remédios para dormir, os hipnóticos.

Os brasileiros são grandes consumidores de tranqüilizantes, e é extremamente comum que o uso indiscriminado dessas drogas (tendo em vista que, à medida que envelhecemos, vamos tendo maior dificuldade para eliminá-las) intoxique o usuário, levando-o a quadros graves de rebaixamento intelectual, agitação, delírio e confusão mental.

A simples retirada do medicamento, muitas vezes, resolve o problema.

Outra causa é a depressão, que em idosos caracteriza-se por dificuldades para dormir, mudança no padrão de apetite e perda de memória.

Assim, se em vez de tratar a depressão o paciente recebe um medicamento para dormir, estaremos apenas cuidando de um sintoma e a memória será ainda mais prejudicada.

O tratamento de estados depressivos é eficaz e seguro, fazendo com que a memória seja restabelecida e o sono, regularizado, sem a necessidade do uso de medicamentos.

Outras causas são silenciosas; não têm sintomas exuberantes e, por isso, são difíceis de serem diagnosticadas.

Entre elas estão; a diminuição do desempenho da glândula tireóide (hipotireoidismo), o uso de certos medicamentos para pressão alta, gastrite etc., problemas sensoriais como a visão e especialmente de audição, a falta de estímulo sócio-intelectual, deficiência de certos nutrientes , abuso de álcool etc.

Percebe-se claramente que essa questão está longe de ser um problema insolúvel.

A informação é fundamental para que, ao primeiro sinal de comprometimento da memória, se faça uma investigação clínica completa, para identificação da causa e instituição imediata do tratamento.

Amor em termos técnicos?

Uma noite toda planejada. O jantar seria à luz de velas e no cardápio espaguete ao alho e óleo. Espaguete ao alho e óleo para um jantar romântico seguido de uma noite de amor? Bom, mas não fosse isso a se estranhar, Claudete, que contava a história da noite que vivera com Wanderlei, relatava detalhes que iam do toque da campanhinha ao uso da camisinha. Claudete era amiga de minha mãe e tal fato acontecera nos anos 1980 e fez muita gente rolar de tanto rir, inclusive eu.

Vanderlei e Claudete se conheceram na rua onde ela morava. Ele era bonito, mais novo que ela cerca de 20 anos e foi mesmo de causar espanto o encontro deles. A cidade era pequena e em cidades assim... Contou pra um, todo o resto fica sabendo.

Ela estava envaidecida. Era solteira, namoradeira, paquerava todo mundo, contudo não era lá uma senhora muito atraente e o jeito era bem esquisito. Lembro-me várias vezes de ter perguntado a minha mãe se ela tinha algum problema. Minha mãe dizia que ela era só um pouco mais devagar. Falava meio mole, sua pele era oleosa, seus cabelos também. Usava um "Keds" branco que não tirava do pé. Só Deus sabe o que acontecia quando ela o tirava.

Vanderlei não sei dizer... Minha mãe dizia que era meio oportunista. Bonitão, entretanto não trabalhava, não estudava e não queria saber de nada sério com ninguém.

O papo começou com Claudete falando mole. Sempre mole. Imaginem isto quando for a fala dela.
_ Vandinha, você nem acredita quem foi jantar comigo ontem. Eu convidei e ele foi. Vanderlei. Planejei uma linda noite para nós... Mas nem te conto.

_ O que Claudete, me conta tudo direitinho. Como assim?

_Foi. Ele chegou às oito horas. Conversamos um pouco, abrimos uma garrafa de vinho e eu fui para a cozinha preparar o nosso jantar. Piquei o alho, um pouco de cebola, cozinhei o espaguete, escorri, refoguei e lá pelas 9h30 servi o jantar. Ele ficou na sala vendo TV e me esperando.

_ Claudete, você foi preparar o jantar? Picou alho, cebola, jogou o macarrão no óleo? Claudete, você deve ter ficado com uma aparência e um cheiro de cozinheira que ninguém merece, amiga!

_ Ah, mas em filme americano elas fazem tudo na hora.

_ Ah Claudete, mas é filme e no máximo elas fazem uma saladinha. Tá, mas isso não vem ao caso, conta o resto.

_ Ai, Vandinha, (falando mole) nós degustamos o nosso jantar, tomamos toda a garrafa de vinho e ele veio se sentar mais perto de mim. Abraçou-me, me beijou, me acariciou em zonas erógenas, desabotoou minha blusa e me chamou para irmos ao meu quarto. Eu estava no céu quando de repente, bem na hora do "ato"...

_ Que "ato" Claudete, como assim?

Vandinha já estava ansiosa.

_ Na hora do "ato sexual", Vandinha. Nessa hora lembrei-me de um detalhe muito importante e perguntei a ele: Vanderlei, você trouxe os preservativos de borracha?

_ PRESEVATIVOS DE BORRACHA?! Claudete, onde você está com a cabeça? ATO SEXUAL? De que tempo você é?

_ Vandinha, eu não sou louca de ter relações sexuais com um moço sem usar preservativos. Claro que não.

_ CAMISINHA Claudete, TRANSAR Claudete, pelo amor de Deus você está muito antiquada.

Claudete era lenta mesmo. Fazia que não ouvia e continuava contando. Esta conversa se passava na Boutique da minha mãe e eu "de butuca" ficava só ouvindo. Rolava de rir.

- Vandinha, ele não tinha preservativos de borracha e aí eu parei o "ato" na hora e disse a ele que se ele quisesse continuar teria que ir à farmácia comprar e voltar. Eu o esperaria. Já eram umas 11h30.

_CLAUDETE! Que isso, você fez ele se levantar e sair? Isso foi ontem à noite, com aquele temporal? Claudete, isso não se faz.

Até certo ponto, Claudete estava certa, camisinha é imprescindível mesmo.

- Pois é Vandinha, eu não "faço" sem preservativos. Bom, aí ele se levantou e foi para a farmácia. Antes de sair, me pediu que eu aproveitasse o tempo em que ele estaria fora para tomar um banho porque eu havia cozinhado e o cheiro de tempero não o estava agradando. Onde já se viu isso? Um cheiro tão gostoso de tempero, "coisa de mulher". Eu já tinha tomado banho à tarde.

_ Claudete, convenhamos, cheiro de tempero para a primeira noite de amor com um homem? Bom e aí? Quando ele voltou vocês continuaram?

_ Ele não voltou Vandinha, acho que ele não gostava de usar preservativos, me livrei de uma boa. Coloquei meu pijaminha pescador e fui dormir.

Sem comentários

De Jussara Haddad
Fonte

O peso da certidão


Quando eu sonhava com o casamento, tudo que vinha à minha cabeça era um vestido branco com um lindo véu, um bolo de seis andares e a marcha nupcial. Para mim não passava de uma festa, onde eu, a noiva, seria o centro das atenções, e todos iriam dizer o tanto que eu estava linda e maravilhosa.

No momento em que eu assinei um contrato de convivência com o Samuel, nós já vivíamos juntos há sete anos, e pensei que por isso, o nosso relacionamento continuaria exatamente o mesmo. Seria apenas uma formalidade. Me enganei tão redondamente que fiquei até zonza.

O peso de uma certidão de casamento é tão grande que, se o relacionamento não for montado em cima de uma estrutura muito bem construída, ele desmonta. Uma aliança na mão esquerda diz ao mundo todo que você resolveu, por livre e espontânea vontade, viver com uma pessoa escolhida no meio da multidão para ficar ao seu lado pelo resto dos seus dias. Ou pelo menos, no momento em que você assinou o papel e enfiou o anel no dedo, queria que assim fosse.

O mais engraçado é que eu sempre tinha sido do time que acreditava que “unido com fé, casado é”. Minha vontade de casar era mais para ter a festa, já que eu sou movida a comemorações. Sempre disse que união estável e casamento são a mesma coisa. Precisei casar para ver que não são.

E os seus olhos em relação ao parceiro também mudam. Com certeza, passei a ver o Samuel de outra forma. O problema é que tem modificações positivas e negativas. O lado bom da coisa é que dá a certeza que o homem verdadeiramente te ama. Não é qualquer sujeito hoje em dia que tem peito de casar de papel passado. É muito cômodo ir morando junto e dizendo que já é marido, sem ter que ir ao cartório. Ver que a maioria das mulheres solteiras ou “juntadas” queriam estar no seu lugar também é divertido. E o mais legal de tudo é ter um álbum de casamento.

Mas o lado ruim é bastante perverso. O homem parece que se sente preso ao papel que assumiu perante a sociedade. Um belo dia, logo nas primeiras semanas depois do casamento, o Samuel queria sair para tomar cerveja no mesmo dia que ia ter um jantar na casa do meu primo. Pedi para ele ir comigo ao jantar, e ele se irritou, apontando para o dedo indicador, dizendo que ele agora tinha um cadeado. Não era nada daquilo, ele me interpretou mal e a culpa foi para o casamento.

E além disso a namorada passa a ser a esposa. Nessa há o risco de acabar o romantismo. A namorada tem que ser seduzida, que ser acarinhada, que ser conquistada. Homem acha que a esposa já foi ganha, e por isso eles não precisam fazer mais nada. Acabam perdendo a esposa que estava doida para ser a eterna namorada.

Não estou me queixando, nem nada. São apenas constatações. Tenho a faca e o queijo na mão para não deixar que o meu lindo casamento caia nessa. Como na maioria das vezes, depende apenas da mulher colocar os pingos nos is. Os homens costumam ser muito burros emocionalmente para terem as rédeas do relacionamento.

De Janaína Rico
Fonte

Evite ser traído - Arnaldo Jabor


Para mulheres, uma verdade! Para os homens, a realidade!

Você deve estar perguntando porque Arnaldo Jabor gastaria seu precioso tempo falando sobre isso. Entretanto, a aflição masculina diante da traição vem me chamando a atenção a tempos.

Mas o que seria uma mulher moderna?

A principio seria aquela que se ama acima de tudo, que não perde ( e nem tem ) tempo com/para futilidades, é aquela que trabalha porque acha que o trabalho engrandece, que é independente sentimentalmente dos outros, que é corajosa,companheira,confidente e amante...

É aquela que às vezes tem uma crise súbita de ciúmes mas que não tem vergonha nenhuma de admitir que está errada e de correr pros seus braços.

É aquela que consegue ao mesmo tempo ser forte e meiga, desarrumada e linda...

Enfim, a mulher moderna é aquela que não tem medo de nada nem de ninguém , olha a vida de frente, fala o que pensa e o que sente, doa a quem doer...

Assim, após um processo 'investigatório' junto a essas mulheres modernas, pude constatar o pior.

VOCÊ SERÁ ( OU É ???) CORNO, ao menos que:

Nunca deixe uma mulher moderna insegura. Antigamente elas choravam.Hoje elas simplesmente traem, sem dó nem piedade.

Não ache que ela tem poderes adivinhatórios.

Ela tem de saber da sua boca – o quanto você gosta dela. Qualquer duvida neste sentido poderá levar às conseqüências expostas acima.

Não ache que é normal sair com os amigos(seja para beber, pra jogar futebol) mais do que duas vezes por semana, três vezes então, é assinar atestado de chifrudo. As mulheres modernas dificilmente andam implicando com isso, entretanto, elas são categoricamente 'cheias de amor pra dar' e precisam da presença masculina.

Se não for a sua meu amigo... Bem ...

Quando disser que vai ligar, ligue, senão o risco dela ligar pra aquele ex bom de cama é grandessíssimo.

Satisfaça-a sexualmente. Mas não finja satisfazê-la. As mulheres modernas têm um pique absurdo em relação ao sexo e, principalmente dos 30 aos 48 anos, elas pensam e querem sexo todos os dias.(Pasmem, mas é a pura verdade...)

Bom, nem precisa dizer que se não for com você.....

Lhe dê atenção. Mas principalmente faça com que ela perceba isso.

Garanhões mau (ou bem) intencionados sempre existem, e estes quando querem são peritos em levar uma mulher às nuvens.

Então, leve-a você, afinal ela é sua ou não é ???

Nem pense em provocar ciuminhos vãos. Como pude constatar,mulher insegura é uma maquina colocadora de chifres.

Em hipótese alguma deixe-a desconfiar do fato de você estar saindo com outra. Essa mera suposição da parte delas dá ensejo ao um chifre tão estrondoso que quando você acordar, meu amigo,já existirá alguém MUITO MAIS comedor do que você... só que o prato principal, bem ...dessa vez é a sua mulher.

Sabe aquele bonitão que você sabe que sairia com a sua mulher a qualquer hora? Bem .. de repente a recíproca também pode ser verdadeira. Basta ela, só por um segundo, achar que você merece ...

Quando você reparar... já foi.

Tente ao menos cansado. A mulher moderna, também trabalhou o dia inteiro e, provavelmente, ainda tem fôlego para – como diziam os homens de antigamente 'dar uma', para depois, virar de lado e simplesmente dormir .

Volte a fazer coisas do começo da relação. Se quando começaram a sair viviam se cruzando em baladas, se pegando em lugares inusitados, trocavam e-mails ou telefonemas picantes, a chance dela gostar disso é muito grande, e a de sentir falta disso então é imensa. A mulher moderna não pode sentir falta dessas coisas...

Senão... Bem amigos, aplica-se,finalmente, o tão famoso jargão 'quem não dá assistência, abre concorrência e perde a preferência' .

Deste modo, se você está ao lado de uma mulher de quem realmente gosta e tem plena consciência de que, atualmente o mercado não está pra peixe (falemos de qualidade), pense bem antes de dar alguma dessas mancadas...

Proteja-a, ame-a, e principalmente, faça-a saber disso. Ela vai pensar milhões de vezes antes de dar bola pra aquele 'bonitão' que vive enchendo ela de olhares... e vai continuar, sem dúvidas, olhando só pra você!!!

Quem não se dedica, se complica.

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E-Mail Errado


Quando o homem chegou e foi para seu quarto no hotel, viu que havia um computador com acesso à internet, então decidiu enviar um e-mail à sua mulher, mas errou uma letra, sem se dar conta e o enviou a outro endereço (outra pessoa)... O e-mail foi recebido por uma viúva que acabara de chegar do enterro do seu marido e que, ao conferir seus e-mails, desmaiou instantaneamente. O filho, ao entrar em casa, encontrou sua mãe desmaiada, perto do computador, em que na tela se poderia ler:

Querida esposa: Cheguei bem. Provavelmente se surpreenda em receber noticias minha por e-mail, mas agora tem computador aqui e pode-se enviar mensagens às pessoas queridas. Acabo de chegar e já me certifiquei que está tudo preparado para quando você chegar na sexta que vem. Tenho muita vontade de te ver e espero que sua viagem seja tão tranqüila como foi a minha.

PS: Não traga muita roupa, porque aqui faz um calor infernal!!!

Fonte

Perigos do frio para os cães

Alguns cuidados podem garantir a saúde do seu cão no inverno.

As temperaturas despencam e o ar fica mais seco: não só os humanos sentem a mudança do clima, mas também os animais de companhia. Por isso, é importante proteger seu amigo das ameaças trazidas pelo inverno e, para mantê-los longe da gripe canina ou até de uma pneumonia, vale seguir as dicas de quem entende do assunto.

“O primeiro mito a ser esclarecido é de que cão não sente frio”, explica Renata Corigliano, veterinária do Pet Life Centro de Bem-estar Animal, em São Paulo. “Eles sentem frio, sim. Portanto, é preciso mantê-los livres de correntes de ventos, chuva ou sereno”, aconselha. Algumas soluções são colocar uma casinha no quintal ou arrumar uma cama dentro de casa, forrar com manta e não deixá-los deitar direto no chão, especialmente os de piso frio.

Para os animais de pelo curto, as roupinhas podem ser uma boa opção para mantê-los aquecidos no inverno. Vale lembrar que algumas raças requerem cuidados redobrados, “já que são mais suscetíveis a desenvolver problemas respiratórios como gripe e pneumonia, entre eles bulldog, pug e boxer”, enumera a veterinária.

Além dessas dicas, não se deve ignorar alterações no comportamento do cão. Elas podem ser indicativos de que a doença já chegou. “Às vezes, animais com pneumonia ficam mais quietos, cansados, sem apetite e com dificuldades respiratórias”, alerta Renata. Outro sintoma clássico no caso de pneumonia é secreção nasal, assim como a tosse frequente está relacionada à gripe canina – nesse caso, os cães dão até a impressão de estar engasgados.

Para completar a proteção do seu mascote especialmente nessa época, a vacinação anual é bastante importante. A BronchiGuard Divisão de Saúde Animal da Pfizer oferece é uma vacina de uso injetável da Pfizer que não apresenta os inconvenientes da vacinação intranasal, como a perda da dose por causa de espirros ou dificuldade na aplicação, que causa maior estresse no animal.

GRIPE CANINA

Causas
Um dos principais agentes causadores da gripe canina é a Bordetella bronchiseptica. Altamente contagiosa, a gripe canina é mais facilmente transmitida quanto maior for o número de animais em determinado local, especialmente durante o inverno – que possui clima frio e seco, mais propício para a transmissão da doença

Sintomas
Tosse constante, dando a impressão de que o animal está engasgado. Nos casos mais graves há também coriza, secreção nos olhos, falta de apetite e febre. A gripe pode evoluir para uma pneumonia, caso o cão não seja tratado corretamente

Prevenção
Cuidados básicos para manter o cão longe do frio são importantes: permanecer em locais cobertos, sem correntes de vento, acomodá-los em camas, casas, oferecer mantas, entre outros. A vacinação é importante para proteger o animal da gripe durante o ano todo.

Fonte
Fotos: Zequinha, Juju e Sushi (cãezinhos do Jime)

sábado, 27 de junho de 2009

O Monstro da Indiferença


Otto Lara Resende

Experimente ver pela primeira vez o que você vê todo dia sem ver.
Parece fácil, mas não é.
O que nos é familiar já não desperta curiosidade. O campo visual da nossa rotina é como um vazio. Você sai todo dia, por exemplo, pela mesma porta.
Se alguém lhe perguntar o que é que você vê no seu caminho, você não sabe.
De tanto ver, você não vê.
Sei de um profissional que passou 32 anos a fio pelo mesmo porteiro.
Dava-lhe "bom dia" e, às vezes, lhe passava um recado ou uma correspondência. Um dia, o porteiro cometeu a descortesia de falecer.
Como era ele? Sua cara, sua voz, como se vestia? Não fazia a mínima idéia. Em 32 anos, nunca o viu.
Para ser notado, o porteiro teve que morrer.
Se um dia, no seu lugar estivesse uma girafa cumprindo o rito, pode ser que ninguém desse por sua ausência.
O hábito suja os olhos e lhes baixa a voltagem.
Mas, há sempre o que ver: gente, coisas, bichos.
E vemos? Não, não vemos. Uma criança vê o que um adulto não vê, pois tem olhos atentos e limpos para o espetáculo do mundo.
O poeta é capaz de ver pela primeira vez o que, de tão visto, ninguém vê. Há pai que nunca viu o próprio filho, marido que nunca viu a própria mulher.
Isso exige muito. Nossos olhos se gastam no dia-a-dia.
É por aí que se instala no coração o monstro da indiferença.

FONTE: Mulheres Ponto Com

Beleza Rara...


Pontos de obsessão


Obra "Dots Obsession" do artista Yayogi, que faz parte da exposição "paisagem da mente" na galeria Hayward, em Londres.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

"Pelos Caminhos da Vida"




O blog "Pelos Caminhos da Vida", com pouco mais de um ano, já recebeu mais de 37.000 visitantes. Seus belíssimos textos sempre perfeitos, com sábias palavras, falando de AMOR, AMIZADE, TERNURA em lindos poemas que nos demonstram que é na simplicidade das coisas que se encontra o verdadeiro caminho. Não deixe de fazer uma visita, vá correndo lá!

Diário de um cliente mal-atendido


É incrível o poder de autodestruição que algumas empresas têm. Muitas, simplesmente “AmBevecidas” com o crescimento e o aumento repentino de lucratividade, não param para avaliar o que pode acontecer com um crescimento sem estrutura. Clientes, que anteriormente recomendavam um determinado local para seus amigos, agora insatisfeitos podem levar um negócio à ruína.

Transcrevo abaixo o que seria o meu diário em um sábado à tarde. Uma aventura gastronômica de um cliente que topou com todo o tipo de idiossincrasias em termos de mau atendimento em um certo restaurante.

Sábado, 20 de novembro de 2004.
13h – A fome aparece. Resolvo sair para comer algo em um restaurante perto de casa, visto que a fome, apesar de intensa, ainda era menor do que a preguiça de cozinhar algo.
13h20 – Chego a um restaurante bem simpático que está ganhando o paladar dos moradores do meu bairro. Lotado.
Pergunto a um dos dois garçons, que parecem enlouquecidos com o movimento, quanto tempo deveria demorar um prato de bife com batatas fritas.
“Ih, dotô...coisa de dez minutinhos”, diz o garçom equilibrando uma bandeja de refrigerantes em uma das mãos e uns doze pedidos na memória.
Faço o pedido.
Partindo em direção a uma mesa que acabara de vagar, sinto-me em uma daquelas cenas “hollywoodianas” em que três ou quatro pessoas disputam um táxi nas ruas de Nova York. Perco a disputa pela mesa. Um senhor obeso se põe na minha frente e consegue me atrasar por cinco segundos, tempo suficiente para que eu a perdesse.
13h30 – Os dez minutos se passaram e nada do meu prato. Ainda espero por uma mesa.


É interessante notar que certos restaurantes não percebem um fato corriqueiro: quando um cliente chega para almoçar, provavelmente ele não está ali por puro lazer, mas sim porque está com fome. Segundo Abraham Maslow, (1964) não existe nenhum sentimento que deixe o ser humano mais desorientado do que a necessidade de comida.

A demora excessiva em servir uma refeição é um pecado capital para restaurantes e lanchonetes.
Maslow estava certo e naquela hora eu vivenciava sua teoria.

Uma empresa geralmente não fecha suas portas por causa de um produto ruim. Quando um excelente cozinheiro resolve montar seu restaurante, o cardápio é sempre muito bom e tudo transcorre tranqüilamente enquanto a maneira caseira de administração suporta o crescimento. Com o tempo, o desequilíbrio entre as diversas partes necessárias para o bom funcionamento da empresa faz com que um colapso se torne iminente. Os serviços que lidam diretamente com o cliente começam a ser negligenciados e os funcionários não conseguem agradar mais aos clientes como antes. O descontentamento se torna assunto corrente entre os habitués do local.

13h45 – Mais de doze pessoas engrossam a fila de pedidos que os cozinheiros, certamente, não estão dando conta de atender.

Um casal, que já estava de pé antes que eu chegasse, resolve cancelar o pedido. Penso em fazer o mesmo, mas, por uma mórbida curiosidade, resolvo ficar para ver até onde irá essa situação.


Em uma determinada época, muitas empresas chegam a uma encruzilhada. De um lado o faturamento com todas as suas seduções, de outro, o investimento em atendimento e estrutura, com todos os seus gastos. A maioria segue pelo caminho mais sedutor, o do aumento de lucratividade em detrimento da satisfação do cliente.

Erro crasso.

Tantas empresas já encerraram suas atividades por causa do crescimento acelerado que isso deveria servir de exemplo para todos os empreendedores. O problema é que, enlouquecidos com o cotidiano, tal qual os garçons do restaurante, eles não têm tempo para perceber que chegaram à encruzilhada.

13h55 – Consigo uma pequena mesa na disputa com dois rapazes. No absurdo da situação, chego a sentir um certo orgulho do meu feito. Agora, sentado como legítimo proprietário do meu território, aguardo com avidez minha refeição.

Ainda segundo Maslow, após o desejo incondicional por comida, a necessidade de abrigo é a segunda na lista de prioridades de todos nós.

Meu abrigo estava garantido, tinha uma mesa.

Segundo uma pesquisa do Sebrae e Endeavor, 95% das empresas, no Brasil, fecham suas portas até o quinto ano de funcionamento.
Como se não bastasse a política castradora do governo, geralmente as empresas ainda têm que enfrentar a falta de planejamento, investimentos em marketing e de competência em gestão de seus fundadores. A falta de planejamento gera prejuízos da ordem de 20% para o caixa já minguado da pequena empresa. Caminho certo para a falência.

14h00 – O garçom vem até minha mesa e me pergunta se desejo a minha lasanha com molho branco ou bolonhesa.
Penso: “Eu não pedi lasanha”. Digo: “Molho branco, por favor”
14h05 – Chega à mesa minha apetitosa lasanha, apesar de ter pedido bife com fritas. Àquela altura, o que eu tivera pedido não passava de mero detalhe.
14h25 – Termino a minha lasanha e chamo o garçom. “A conta, por favor”.
“Dois minutinhos, dotô”.
14h40 – A conta chega em meio ao tumulto de dois clientes que resolvem chamar o gerente para reclamar do serviço.
Me recuso a pagar o couvert, mas pago com prazer o bife com fritas, bem mais barato que a lasanha que comi.


Conrado Adolpho é educador, empresário, estrategista e palestrante. Sua formação vem de escolas de excelência como ITA e Unicamp. Há mais de 10 anos vem preparando profissionais dos mais diversos ramos de atividade em suas aulas, palestras e treinamentos. Suas áreas de atuação são: marketing, vendas, atendimento, marketing educacional, marketing pessoal e desenvolvimento pessoal.

Fonte

Prisioneiros do amanhã


Procrastinação é o ato de adiar alguma tarefa ou atividade e um dos complicadores da gestão de tempo.
Muitas pessoas se tornam prisioneiras do amanhã, vivendo na expectativa de um futuro que existe apenas nos pensamentos e esperanças, deixando as atividades do dia-a-dia para depois, pensando:
- Amanhã eu faço,
- Ainda não estou pronto,
- Ainda não está no momento . . .

Muitos esquecem que o futuro começa no passado e que hoje é o momento mais importante entre estes dois pontos no tempo, pois sem presente não há passado e geralmente são as ações do presente e do passado que geram o futuro.

O primeiro passo para vencer a imobilidade temporal ou procrastinação seria justamente a clara noção de que os eventos estão todos interligados que somente com atividade, dedicação, disciplina e objetividade é que os resultados se apresentarão de maneira efetiva.

Veja abaixo algumas dicas para auxiliar a identificação e gerenciamento eficaz da procrastinação:
* Fazer uma lista de alguns eventos que podem estar sofrendo os efeitos da procrastinação,
* É importante uma auto-análise no sentido de se compreender as razões da procrastinação:
- Medo do sucesso,
- Não saber dizer não e acumular muitas atividades,
- Medo de falhar,
- Falta de planejamento do tempo resultando no acumulo de atividades,
- Medo do desconhecido,
- Falta de motivação,
- Baixa auto-estima,
- Estresse ou cansaço ocupacional,
- Sensação de injustiça,
- Excesso de perfeccionismo
- Sensação de imobilidade física e mental

* Estabelecer uma lista de atividades que estão sendo procrastinadas e um cronograma de como e quando as mesmas serão atingidas,
* Eventualmente, divida uma tarefa muito complexa ou extensa em duas ou mais partes, para facilitar a conclusão da mesma,
*Procure a ajuda ou opinião de alguma pessoa que o conheça pois assim terá um outro ponto de vista que o ajudará a ajustar seus planos e expectativas,
* Entenda que eventualmente as mudanças podem demorar um pouco e portanto é necessário controlar a ansiedade e não se desanimar caso as coisas demorem um pouco mais do que planejado,
* Monitore o andamento da lista de atividades que estabeleceu e vá ajustando a mesma para refletir o seu progresso eventualmente até alterando algumas tarefas,

Lembre-se sempre que quando falamos em mudanças, o mais importante não é a velocidade mas a constância e o ritmo das mesmas.


José Luis Amâncio é economista, com extensão em Logística e Comércio Eletrônico, Pós Graduado na FGV, articulista e colunista de diversos sites, administrador do Grupo Profissional de Finanças da revista VOCÊ S/A na rede.

Um anjo veio me falar



Todo amor que eu sempre procurei
Você veio me mostrar
Eu sei, você é o meu anjo
Tão difícil entender o coração
E tantas vezes eu tentei
Acredito numa história de amor
Um sonho lindo (um sonho lindo)
Sei que vou viver

Um anjo veio me falar
O amor chegou pra mim
Veio me mostrar
O sonho não tem fim
Não importa quanto tempo vai passar
Vou te esperar
E nunca foi tão forte assim, eu ouvi
Um anjo me falar (um anjo me falar)

Quantas vezes com um beijo eu sonhei
Um carinho que eu nunca senti
Sei que um dia você vai estar aqui
Num sonho lindo, num sonho lindo
Nos seus braços é onde eu quero estar

Um anjo veio me falar
O amor chegou pra mim
Veio me mostrar
O sonho não tem fim
Não importa quanto tempo vai passar
Vou te esperar
E nunca foi tão forte assim, eu ouvi
Um anjo me falar

O amor que eu sempre sonhei
Eu sei, você é o meu anjo... anjo
Não importa quanto tempo vai passar
Vou te esperar
E nunca foi tão forte assim,
eu ouvi
Um anjo me falar

Um anjo veio me falar
O amor chegou pra mim
Veio me mostrar
O sonho não tem fim
Não importa quanto tempo vai passar
Vou te esperar
E nunca foi tão forte assim, eu ouvi
Um anjo me falar

Simulação de um asteróide a entrar no planeta e o estrago que êle causaria

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Chicken a la Carte

Este filme produzido em 2005 por Ferdinand Dimadura, é sobre a fome e a pobreza provocada pela Globalização.
Diariamente morrem no mundo milhares de pessoas por desnutrição. O filme mostra uma parte esquecida pela sociedade. As pessoas que vivem na miséria, alimentando-se de 'restos alimentares' jogados no lixo para sobreviver.
O que move este povo é a espiritualidade, a fé e a esperança por um dia melhor que eles carregam dentro de si.
O filme é comovente.


domingo, 21 de junho de 2009

POEMA DE INVERNO

Orkutei.com.br

Dormem as buganvílias, o róscido da manhã.
Gatos que passam, levando sombras consigo.
E por todo o jardim, insectos voltejam,
tontos de janelas.

Acendem-se as primeiras luzes. aracnídeos
montam suas tendas, entre as frestas, da madeira
carcomida.

Caem algumas gotas de água, pendendo das telhas
humedecidas. ao arrepio do vento matinal.

E ao longe já se escutam os primeiros pássaros,
trinando recentes vislumbres, de claridade.

Latem cães. no fim da cidade.

Choram crianças. cujo os nomes não sei.

Puxo-te para mim. E acordo-te com um beijo.

Vide, amor, é o inverno, que chega!

Jorge Humberto

sábado, 20 de junho de 2009

Vitaly Shchukin (Aquarela sobre Personagens)

Veja mais: Vitaly Shchukin

Aquarelas sobre personagens

Bolero de Maurice Ravel


O compositor russo Stravinsky, contemporâneo de Ravel, comparou-o ao "mais perfeito dos relojoeiros suíços". Isso bem definia a complexidade, precisão e delicadeza da obra de seu colega francês.

Filho de engenheiro mecânico, Maurice Ravel nasceu numa cidade próxima ao País Basco, mas bem cedo se mudou com a família para Paris.

Com professores particulares, estudou piano (a partir dos sete anos) e depois harmonia. Em 1889, ingressou no Conservatório de Paris, onde teve aulas de piano com Charles de Bériot e de composição com Gabriel Fauré.

Ravel tentou ganhar o Prêmio de Roma quatro vezes, mas os arrojos de sua composição não foram reconhecidos pela academia.

Em 1901, compôs a "Pavana Para uma Infanta Defunta", uma de suas obras mais conhecidas. "Sherazade" é de 1903, e a "Rapsódia Espanhola", de 1907. No mesmo período, Ravel criou muitas outras obras, sobretudo para piano.

Em 1909, travou contato Stravinsky, que estava em Paris apresentando seus balés, dirigidos por Serge Diaghilev. O encontro teria grande impacto na carreira de Ravel.

Dois anos depois, juntamente com outros músicos que freqüentavam o curso de Fauré, fundou a Sociedade Musical Independente, em oposição à Sociedade Nacional de Música. Sua primeira obra orquestral, o balé "Daphnis e Chloé", para ser encenado por Diaghilev, foi composta em 1912.

Com a eclosão da Primeira Guerra Mundial, em 1914, Ravel tentou alistar-se na aviação militar, mas foi rejeitado. No ano seguinte, conseguiu um posto de motorista do Exército.

Ainda durante a guerra, com o falecimento da mãe (1917), voltou para Paris.

Nos anos 1920, Ravel já era compositor reconhecido e realizou inúmeras turnês pela Europa. Em 1928, apresentou-se nos EUA, onde conheceu personalidades do cinema e da música, entre as quais o compositor Ira Gershwin. No mesmo ano, recebeu o título de doutor "honoris causa" pela Universidade de Oxford (Inglaterra).

Também em 1928, compôs o famoso "Bolero", que de início era uma composição para balé. Em 1931, criou o "Concerto Para Mão Esquerda", destinado a Paul Wittgenstein, pianista que perdera a mão direita durante a guerra.

Em 1932, Ravel começou a ser afetado pela doença neurológica que lhe consumiria gradualmente as forças. Alternando períodos de lucidez com ausências provocadas pela doença, recebia nos últimos anos apenas a visita de amigos mais íntimos. Morreu aos 62 anos
educacao.uol

Bolero (Boléro, no título original francês) é uma obra musical de um único movimento escrita para orquestra por Maurice Ravel. Originalmente composta para um Ballet, a obra, que teve sua première em 1928, é considerada a obra mais famosa de Ravel.

Veja - é maravilhoso! :

Il Divo

Da esquerda para a direita, Sébastien Izambard, Carlos Marín, David Miller and Urs Bühler.

Il Divo é o nome do quarteto musical que tem como integrantes o suíço Urs Bühler (tenor), o norte-americano David Miller (tenor), o francês Sébastien Izambard (voz popular) e o espanhol Carlos Marín (barítono).

Idealizado pelo britânico Simon Cowell, o Il Divo é bastante comparado aos Três Tenores, mas difere destes por terem um desempenho de menor qualidade técnica, preferindo mais uma mistura de música clássica com pop, o que permite aos cantores explorar sua menor capacidade vocal e mostrar um lado mais parecido com as boybands norte-americanas.

Conhecidos por cantar novas versões de clássicos da música internacional, o grupo já gravou três CD's. No Brasil, a música Regresa a Mi (uma versão em espanhol de Unbreak My Heart, conhecida na voz de Toni Braxton) tornou o grupo bastante conhecido por ter sido incluída na trilha sonora da novela América, da Rede Globo.

O quarteto também já cantou em conjunto com outros artistas, como aconteceu com Celine Dion na canção I believe in you, que fez parte da trilha do filme O Rei Leão, e com Toni Braxton em Times of our lives, tema do Campeonato Mundial de Futebol de 2006.

Wikipedia




Abaixo: Il Divo cantando "Amazing Grace" para a gravação do DVD (Il Divo at the Coliseum) em 14 e 15 de setembro de 2008, na cidade de Pula na Croácia.

Ouça : "Amazing Grace" - II Divo

Cesária Évora

Marisa Monte e Cesária Évora
Ela canta desde adolescente, mas só aos 47 anos conseguiu sair de Cabo Verde e ganhar o mundo. Hoje, aos 58, Cesaria Evora é a rainha da world music, lotando teatros de Tóquio a Paris com sua mistura de samba, fado e mambo. “Gostaria de ter nascido no Brasil”, diz a cantora, famosa por se apresentar sempre descalça. “Talvez tivesse sido descoberta mais cedo”

Cesaria Evora esperou quase 50 anos para ficar famosa. Agora não tem mais paciência para nada. Estrela máxima da world music, detesta conceder entrevistas —dá respostas lacônicas, olha para baixo o tempo todo e ocupa as mãos com o zíper da bolsa ou o maço de cigarros. Também odeia a idéia de posar para fotos. “Esses fotógrafos atrasam a gente”, diz.

Nada disso impede o assédio dos jornalistas e do público: todos querem saber quem é, afinal, essa cabo-verdiana que encanta o mundo inteiro, de Madonna a Gilberto Gil, de David Byrne a Marisa Monte. Nem mesmo ela sabe explicar o motivo de tanta adoração. “Em Cabo Verde, eu ouvia Caetano Veloso e Angela Maria, achava as vozes bonitas. É uma coincidência eles gostarem de mim também”, diz, com modéstia.

Quem ouve um de seus oito discos percebe logo que está diante de algo muito especial. A voz é profunda, sentida, inesquecível. A música, delicada, se alterna entre os dois gêneros típicos de CaboVerde: a morna (que lembra o samba-canção, com uma pitada de fado) e a coladeira (mais dançante, próxima aos ritmos do Caribe). Mas a maior surpresa é a língua. À primeira audição, parece um português esquisito, embolado: é o crioulo, mistura de português, francês e idiomas africanos.

Seu último lançamento é “Café Atlantico”. Nesse álbum, a cantora está mais alegre do que nunca —a adição de três músicos cubanos deu um caráter ainda mais caribenho ao seu som. O disco traz um atrativo especial para os brasileiros: uma versão para “É Doce Morrer no Mar”, música de Dorival Caymmi sobre letra de Jorge Amado. A faixa foi produzida por Marisa Monte, que também tem participação nos vocais.

Cesaria começou a cantar aos 16 anos, por causa de um rapaz com quem saía na época. “Ele tocava violão, então eu podia cantar junto. Foi isso. Não era bem meu namorado. Só as meninas muito quietinhas e virgens namoram”, diz. Nos anos 60, passou dos bares de Mindelo (sua cidade natal, a segunda maior de Cabo Verde, com 50 mil habitantes) aos programas da rádio nacional. Nessa época, chegou a gravar dois compactos, prensados na Europa.

Em 1975, aos 34 anos, decidiu parar de cantar profissionalmente. Naquele ano, Cabo Verde conquistou a independência de Portugal, e a maioria dos músicos locais foi tentar o sucesso na Europa e nos Estados Unidos. Para Cesaria, o êxodo tinha razões políticas que não lhe diziam respeito. Resolveu ficar em sua terra cuidando da casa. Solteira, morava com a mãe e os dois filhos —Eduardo, que teve aos 18 anos, e Fernanda, mais nova.

Durante uma década, Cesaria permaneceu afastada de sua música. Voltar à carreira musical e ganhar o mundo não fazia parte de seus sonhos.“Não acredito em sonho”, diz, seca. “Mas já havia cantado para estrangeiros e sabia que eles gostavam muito. Achava que, se fosse cantar fora, todo mundo ia gostar de mim. Acreditava que um dia poderia acontecer, talvez estivesse destinada a sair de Cabo Verde.”

Estava mesmo: o arquipélago perdido no meio do Atlântico era pequeno demais para seu talento. Sem nunca ter procurado um produtor ou empresário, Cesaria viu os convites surgirem aos poucos. Em 1985, a Associação das Mulheres Cabo-Verdianas a chamou para gravar em Portugal, ao lado de três outras cantoras. O trabalho chegou aos ouvidos do empresário José da Silva, um francês com sangue africano. Encantado, resolveu levá-la para Paris. Era 1988, e a cantora estava com 47 anos.

O lançamento de “Miss Perfumado”, em 1992, selou definitivamente seu destino. Primeiro, foi adotada pelo público francês; depois, o resto do planeta se surpreenderia com a força de sua voz. O tempo dos festivais étnicos havia acabado. Em 1993, Cesaria lotou por duas noites seguidas o elegante L’Olympia, em Paris. Em Lisboa, a polícia foi chamada para conter os fãs que queriam invadir o teatro São Luiz.

No palco, sua marca registrada são os pés descalços —tão famosos que já deram margem até a interpretações sociológicas. Para alguns intelectuais, ela estaria representando a pobreza de Cabo Verde ou defendendo de alguma forma os direitos da mulher. Cesaria acharia graça, se não fosse tão brava. “Não quero representar nada”, diz. “Para isso basta a minha música. É que nunca gostei de sapato.” Segundo ela, a explicação é mais prosaica. “Em Cabo Verde, tem gente calçada e gente descalça. Lá, cada mulher cuida da sua vida e da sua casa, como deve ser.”

A cantora ainda mora em Mindelo, com os dois filhos e as duas netas, mas passa a maior parte do ano longe de casa. Ao contrário de outros artistas, não vê motivos para reclamações.“Não sinto lá muito anos, do Médio, esteve 1994 —e já voltou mais outras quatro. O público brasileiro parece se identificar com seu som, ao mesmo tempo exótico e familiar. Para a cantora, é o segundo melhor lugar do mundo. “Eu gostaria de ter nascido no Brasil”, diz.“Talvez aqui eu tivesse sido descoberta mais cedo.”

Por Ana Ban
marieclaire.globo.com




Clique e ouça : Cesária Évora

DJ Earworm - United State of Pop 2008 (Viva La Pop) - Mashup of Top 25 Billboard Hits

Akinator - O Gênio da Internet



A fabulosa estoria de Akinator
(tradução de Demetrius Soares Silva)
Há algum tempo, Arnaud e seu amigo Jeff decidiram viajar para as distantes terras do Oriente Médio. Durante uma expedição, montados em camelos sob o sol escaldante do deserto, eles perceberam no alto de uma duna um objeto brilhante. Isso os deixou curiosos. Eles então desceram dos animais e imediatamente foram verificar o que era. Eles ficaram extremamente surpresos ao descobrir uma velha lâmpada! Deve ter ficado enterrada ali por muitos anos até ser desenterrada pelos ventos do deserto.

Jeff brincou;
"Já sei! Faça três desejos e esfregue a lâmpada, vai aparecer um gênio!"
Eles esfregaram, mas nada aconteceu.
Esfregaram novamente, e ainda assim, nada aconteceu.
Entretanto, na terceira tentativa, a lâmpada brilhou e começou a esquentar. Até que ficou tão quente que Arnaud teve que largá-la.


Naquele momento, uma densa fumaça saiu da lâmpada e formou uma pequena e escura nuvem. A nuvem foi ficando cada vez mais clara e espantados eles viram uma criatura aparecer diante deles. Tinha aspecto humano e parecia bem amigável.

A criatura pareceu se espreguiçar, como se acordasse de um longo sono. Então falou com uma voz grave e imponente:
"-Olá, eu sou o famoso Akinator. Eu falo e entendo todas as línguas do mundo. Vocês me acordaram do meu sono de vários séculos. Entretanto, esse longo descanso não afetou minhas habilidades. Eu sou capaz de adivinhar em quem vocês estão pensando com apenas algumas perguntas. Se eu não conseguir, se vocês me vencerem, então eu os deixarei em paz. Mas cuidado! Respondam minhas perguntas direito ou vocês trocarão de lugar comigo e ficarão presos na lâmpada!".

Nossos amigos ficaram curiosos, mas este aviso os deixou apreensivos. Eles responderam com cuidado as perguntas do gênio e perceberam que o que ele disse era verdade; ele facilmente adivinhava as pessoas que eles tinham em mente. O gênio estava muito orgulhoso de seu feito e começou a cantarolar e falar sem parar. Então ele pediu que fossem feitos mais desafios e novamente acertou as respostas. Aparentemente ele nunca se cansava e ficava cada vez mais orgulhoso de si mesmo.

Os dois viajantes tentaram escapar sorrateiramente enquanto o gênio se gabava de seus acertos. Mas não adiantou; quando olharam para trás o gênio estava flutuando no ar bem atrás deles, totalmente livre e incansavelmente pedindo para eles jogarem com ele. Jeff então pegou a lâmpada e eles voltaram pros camelos. Confuso ele perguntou:
"O que faremos, Arnaud? Ele não para de nos seguir. Nós nunca nos livraremos dele!"
"Nós o levaremos de volta para a França. Se é adivinhar pessoas que ele gosta, então nós daremos o que ele quer."

Estas foram as circunstâncias que levaram Jeff e Arnaud a criarem o site www.akinator.com. Akinator poderia jogar dia e noite com pessoas do mundo inteiro, e assim satisfazer seu desejo incontrolável.

Você também pode tentar vencer Akinator. Você verá que ele não é infalível. Mas fale baixo... Ele não gosta de ouvir isso! E tome cuidado: você deve responder honestamente, afinal você se lembra do aviso do gênio!



Pense numa pessoa famosa.... Agora Clique no link abaixo e responda as peguntas... Incrível...
O Akinator adivinhará e mostrará a imagem de quem você pensou!!!

Akinator

Vida


Vida

"Já perdoei erros quase imperdoáveis,
tentei substituir pessoas insubstituíveis
e esquecer pessoas inesquecíveis.

Já fiz coisas por impulso,
já me decepcionei com pessoas
que eu nunca pensei que iriam me decepcionar,
mas também já decepcionei alguém.

Já abracei pra proteger,
já dei risada quando não podia,
fiz amigos eternos,
e amigos que eu nunca mais vi.

Amei e fui amado,
mas também já fui rejeitado,
fui amado e não amei.

Já gritei e pulei de tanta felicidade,
já vivi de amor e fiz juras eternas,
e quebrei a cara muitas vezes!

Já chorei ouvindo música e vendo fotos,
já liguei só para escutar uma voz,
me apaixonei por um sorriso,
já pensei que fosse morrer de tanta saudade
e tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo).

Mas vivi!
E ainda vivo!
Não passo pela vida.
E você também não deveria passar!

Viva!!

Bom mesmo é ir à luta com determinação,
abraçar a vida com paixão,
perder com classe
e vencer com ousadia,
porque o mundo pertence a quem se atreve
e a vida é "muito" para ser insignificante."

Charles Chaplin

Charge de jornal sul-africano ironiza pedido e inglês de Joel


Charge ironiza técnico brasileiro Joel Santana

Uma charge do jornal Pretoria News ironizou o principal pedido do brasileiro Joel Santana aos seus jogadores da seleção sul-africana: o gol. O desenho também brinca com o inglês do treinador, que é esforçado, mas algumas vezes incompreensível.

Pretoria News é o principal da cidade que é uma das quatro sedes da Copa das Confederações. É também o atual local de concentração da Seleção Brasileira.

Na charge, Joel aparece de agasalho com uma estampa da palavra "coach" - técnico, em inglês. Ele aponta um quadro com uma bola e uma trave, ligados por uma seta que indica um caminho simples para o gol.

O treinador aparece falando em português: "Só põe a bola na *!#@! baliza", como se soltasse um palavrão. Abaixo, um menino segura um placa com a ironia: "Lost in translation" - perdido na tradução, em inglês.

Desde a estréia dos Bafana Bafana na competição, Joel insiste que o maior problema são as finalizações. Na primeira rodada, contra o Iraque, por exemplo, a seleção da casa ficou no 0 a 0 depois de perder muitos gols contra o rival completamente retrancado.

Na segunda rodada a África do Sul bateu a Nova Zelândia por 2 a 0. Hoje os anfitriões receberão a líder e já classificada Espanha. O time de Joel precisa apenas de um empate para avançar à semifinal em segundo lugar.

Mas também existe a chance de eliminação no caso de uma derrota em combinação de placares com vitória do Iraque sobre a Nova Zelândia. Seria uma tragédia para o treinador brasileiro, que divide opiniões no país.

Joel assumiu a seleção indicado pelo seu antecessor, o também brasileiro Carlos Alberto Parreira - deixou o comando para ficar ao lado da mulher, doente no Rio de Janeiro.

Desde então o treinador tem críticos e admiradores do seu trabalho na África do Sul. A imprensa costuma criticar o fato de Joel não falar inglês fluente, o que atrapalharia a comunicação com os jogadores.

O brasileiro passou a dar entrevistas em inglês na tentativa de buscar a simpatia da mídia local. Muitos gostaram, outros ridicularizaram. Mas Joel aguarda os resultados dentro de campo para saber se comandará a seleção na Copa do Mundo da África do Sul 2010.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Trecho de Diana – Crônicas Íntimas de Tina Brown


Biografia escrita por uma veterana do jornalismo de celebridades mostra como a princesa usou a imprensa de fofocas para construir o próprio mito.
Logo no primeiro capítulo da biografia Diana – Crônicas Íntimas (tradução de Iva Sofia Gonçalves e Maria Inês Duque Estrada; Ediouro; 452 páginas; ), ela observa que Diana e Dodi poderiam ter evitado o cerco dos fotógrafos se houvessem optado por uma noite íntima na suíte à prova de abelhudos do Ritz, de onde partiu o carro. O hotel, aliás, pertence ao pai de Dodi, o empresário Mohamed al Fayed, cujas doidas teorias conspiratórias são responsáveis pela reabertura dos inquéritos sobre o acidente. Sim, a pressão dos paparazzi precipitou a fatalidade. Mas, argumenta Tina, se Diana saiu para a noite parisiense, é porque queria ser vista e fotografada. "A mídia era a atração fatal de Diana. Ela ao mesmo tempo provocava os jornalistas e fugia deles", disse a VEJA.

Capítulo 21
O acidente

"Escuta aqui, meu chapa, é bem provável que Diana tenha sido morta pelos malditos
paparazzi, e você está tentando me vender fotos do cadáver ainda quente?"
- Diário de Piers Morgan, domingo, 31 de agosto de 1997

Domingo silencioso.

O povo da Inglaterra foi dormir na noite de sábado depois de ter visto na televisão as imagens felizes de uma princesa namoradeira deixando a Sardenha com seu novo e vigoroso namorado. E despertou com informes sombrios sobre o retorno do seu caixão. Ainda estava escuro quando muitos foram despertados pelo telefone: os insones e os trabalhadores noturnos, que ouviram a notícia primeiro, ligavam para os amigos e a família com o grito de "eu tenho que contar para alguém." Houve uma oscilação de energia em torno das 4 da madrugada, quando milhões de chaleiras foram acesas para preparar bules de chá para a maratona de TV. O hino nacional passou a tocar a cada meia hora. Inexistiam precedentes para tal gesto – já que Diana não pertencia mais à família real – porém, tampouco existiam para o que aconteceria na semana seguinte. O cancelamento da cobertura de futebol daquele dia foi espontâneo. Em estações ferroviárias e aeroportos, os reticentes britânicos se voltavam uns para os outros e se consolavam com abraços. O queixo empinado tremeu e logo se abateu no mais espantoso pranto coletivo jamais visto no país.

Com a dor, veio a compulsão de apontar os culpados. A perda de alguém tão especial e jovem, em circunstâncias tão violentas quanto mundanas, exigia um culpado ou uma conspiração, uma explicação proporcional à escala do choque. O irmão de Diana, conde Spencer, entrou em ação poucas horas depois de sua morte . De pé, em frente a sua casa em Cape Town, onde passava férias com os filhos, lançou uma denúncia veemente: "Sempre acreditei que a imprensa acabaria por matá-la. Mas não podia imaginar que teria uma participação tão direta na sua morte, como parece ter sido o caso. Todos os proprietários e editores de todas as publicações que pagaram por fotografias invasivas e aproveitadoras, encorajando indivíduos gananciosos e desumanos a arriscar tudo na perseguição de imagens de Diana, têm hoje sangue nas mãos."

Os paparazzi se tornaram alvo de ataques. Se um representante dessa espécie detestável e com sotaque estrangeiro aparecesse naquele dia em qualquer condado ou subúrbio da Inglaterra, seria estripado e esquartejado. A coisa não podia estar pior para eles. Do grupo que perseguiu Diana desde o Ritz – cinco carros, três motocicletas e duas lambretas –, o primeiro a chegar ao local do acidente tinha um nome talhado para o linchamento público: Romuald Rat, 25 anos. Para piorar, era o mesmo fotógrafo grosseiro que tinha empurrado Dodi e Diana no início daquela mesma noite, quando o casal entrava no prédio do apartamento dele na rue Arsène-Houssaye. A Honda 650 com Rat na garupa guinchou antes de parar a uns 18 metros da colisão. O fotógrafo pulou e correu até o local. Enquanto corria, tirou uma fotografia, depois mais duas. Como poderia não fotografar? A cena no espectral túnel iluminado por lâmpadas fluorescentes sob a Place d’Alma era uma daquelas calamidades que exigem registro. A luxuosa Mercedes do Ritz era agora um monte de ferragens retorcidas voltado para a direção de onde o carro viera. A fumaça cinza do motor se misturava às emanações de gasolina e a um odor metálico de incêndio. A buzina soava sem parar, pressionada pelo cadáver do motorista Henri Paul, preso à coluna de direção pelo impacto do choque direto, a 160 quilômetros por hora, com a 13a pilastra do túnel.

A princesa de Gales, Dodi al Fayed e o guarda-costas Trevor Rees-Jones tinham sido arremessados violentamente dentro do carro, quando este ricocheteou devido ao impacto e girou pelas duas pistas até chocar-se contra a parede direita do túnel. Diana estava toda dobrada no chão, no meio dos destroços, a cabeça entalada entre os dois bancos da frente e olhando para trás. Suas jóias – uma pulseira com seis fios de pérolas e um relógio de ouro ornado de pedras brancas – estavam espalhadas.

Rat orgulhava-se do seu conhecimento de primeiros socorros e técnicas de ressuscitação. Ele abriu a porta traseira da Mercedes. Viu Dodi al Fayed mutilado, obviamente morto, a calça jeans rasgada, e Diana ainda respirando e aparentemente sem ferimentos, o corpo coberto por um tapete do veículo. O fotógrafo pegou o tapete, cobriu com ele os órgãos genitais de Dodi e depois tomou o pulso de Diana. Ela gemeu. "Fique calma, o médico está chegando", disse-lhe Rat em seu inglês com sotaque francês. Ele murmurou as mesmas palavras tranqüilizadoras para Rees-Jones, semi-consciente no assento dianteiro. O nariz e as órbitas dos olhos do guarda-costas tinham sido esmagados de tal maneira que, visto de perfil, seu rosto ensangüentado parecia quase sem relevo.

Dois minutos depois da colisão, mais flashes de câmeras fotográficas salientaram a sinistra incandescência. Na porta do carro, Rat foi empurrado por um fotógrafo francês rival, Christian Martinez, 43 anos, que estava fotografando Diana por cima de seu ombro. "Vá embora, não tire mais fotos de dentro do carro", gritou Rat. "Va te faire foutre!", Martinez grunhiu. "Vá se foder. Suma da minha frente! Estou fazendo o mesmo que você!"

O primeiro médico apareceu pouco mais de um minuto depois da colisão. Os fotógrafos abriram caminho para ele. O dr. Frederic Mailliez, 36 anos, trabalhava para o serviço de emergência SOS Médicins, mas foi por sorte que, ao sair de uma festa de aniversário, entrou no túnel na direção oposta à de Henri Paul, viu os destroços em lenta combustão e chamou a emergência pelo celular. "A porta traseira já estava aberta quando cheguei ao carro... Comecei a examinar a jovem no banco de trás. Dava para ver que era bonita, mas àquela altura eu não tinha idéia de quem era." Diana respirava com dificuldade. Mailliez correu até seu carro, pegou uma máscara e um tanque de oxigênio no porta-malas e voltou para levantar a cabeça dela e delicadamente colocar-lhe a máscara. Ela resistiu, "gemendo e apontando para todos os lados." Quando ela gritou, ele percebeu que era inglesa. "Ela repetia que estava sentindo dores." Não havia ferimentos aparentes, além de um corte profundo na testa, e o pulso estava fraco e rápido. O dr. Mailliez pensou que ela teria alguma chance de sobreviver.

Um policial abriu caminho até o carro entre pelo menos uma dúzia de paparazzi excitados, cujos "flashes disparavam como metralhadoras." O policial Sebastien Dorzee e seu colega Lino Gagliardone, que se dirigiam para a Place d’Alma pela Cours Albert Premier, em resposta a um alerta pelo rádio, tinham visto pessoas apontando freneticamente na direção do túnel. "Houve uma batida... dirijam-se para lá... é no túnel... um barulho terrível, como a explosão de uma bomba – corram!" Enquanto Gagliardone, no carro, pedia apoio, Dorzee corria para a Mercedes, chegava à porta traseira e recebia um rápido informe do dr. Mailliez. Era exatamente meia-noite e meia quando Dorzee reconheceu a princesa de Gales. Os olhos dela estavam abertos. Ela balbuciou algo "numa língua estrangeira" – ele supõe que foi "Meu Deus" em inglês. Ela virou a cabeça, viu o corpo sem vida de Dodi e então se voltou de novo para a frente, onde o guarda-costas se contorcia e Henri Paul estava morto. Agitou-se, abaixou a cabeça e fechou os olhos.

Era meia-noite e 33 minutos quando Dorzee e Mailliez se afastaram para os sapeurspompiers – bombeiros com formação médica – entrarem em ação. Dez deles apareceram no túnel, vestindo camisetas e calças azul-escuro, chefiados pelo sargento Xavier Gourmelon. Dois bombeiros ergueram Dodi e começaram, inutilmente, a fazer massagem cardíaca. Quanto a Rees-Jones, era impossível retirá-lo das ferragens naquele momento. O teto do carro teria que ser cortado, sob holofotes, por um camion de désincarcération – um caminhão equipado com uma espécie de abridor de latas móvel – e o alvoroço seria perigoso para Diana. Eles ergueram a cabeça do guarda-costas, para que ele pudesse respirar, e colocaram nele um colar cervical. O sargento Philippe Boyer, que estava cuidando de Diana, colocou nela outra máscara de oxigênio e cobriu-a com um cobertor isotérmico metálico. Gourmelon ouviu Diana murmurar. "Meu Deus, o que aconteceu?"

O cenário em torno do acidente tinha se tornado caótico. Carros bloqueados buzinavam, pessoas gritavam, a buzina da Mercedes ainda soava. Havia o som das sirenes – "pin-pon" – dos carros de polícia e bombeiros que chegavam ao local. Os flashes constantes, rápidos e parecidos com luzes estroboscópicas, faziam os movimentos parecerem espasmódicos. Da multidão reunida, algumas pessoas gritaram insultos para os paparazzi. Dorzee tentou interromper o frenesi das fotos, mas Christian Martinez revidou. "Caia fora, me deixe trabalhar!", ele berrou. "Em Sarajevo, os tiras não ficam no nosso caminho!" (Mais tarde, Dorzee afirmou que "em nenhum momento um fotógrafo se ofereceu para ajudar".) Em meio à confusão no túnel ouviu-se o rugido de uma motocicleta BMW, com uma mulher jovem e vestida de couro negro no assento do carona. Era mme. Maud Coujard, sub-promotora pública. Numerosos fotógrafos haviam se afastado com a chegada de reforços policiais e mme. Coujard reuniu numa van os que haviam sobrado e os levou para interrogatório.

Enquanto os franceses começavam a investigar nove fotógrafos e um motoboy como suspeitos de "homicídio involuntário" e omissão de socorro a pessoas em risco, o foco da culpa mudava, em algumas áreas, para os supostamente deficientes serviços médicos franceses. Ah, se Diana tivesse sido atendida pelos sistemas britânico ou americano, tão superiores! Ela poderia ter sido salva! Cinco meses depois, dois repórteres da revista Time, Thomas Sancton e Scott MacLeod, dariam peso transatlântico a essa tese xenofóbica, citando a opinião de médicos americanos em seu livro de 1998, Death of a Princess. Mais tarde, em 2001, o professor Christian Barnard, a grande esperança de Diana para conseguir um emprego para Hasnat Khan, estimulou outro round de manchetes no estilo "DIANA PODERIA TER SOBREVIVIDO".

Esses cenários "e se?" no fundo questionam o funcionamento dos sistemas de emergência. Na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos, a prioridade é recolher a vítima e disparar para o hospital. Os franceses optaram por um sistema diferente; orgulham-se dele e do seu atendimento médico de urgência, conhecido pela sigla SAMU, de Serviço de Assistência Médica de Urgência, diretamente ligado aos hospitais públicos. Eles acreditam que há maiores chances de recuperação se o paciente com trauma for estabilizado no local e em seguida conduzido o mais depressa possível a um hospital já avisado, onde será atendido por pessoal especializado. As ambulâncias francesas, equipadas com aparelhos de ressuscitação cardíaca ultra-avançados, superiores aos das ambulâncias americanas e britânicas convencionais, dispõem de um médico especializado em emergências. Um supervisor local faz a ligação entre a ambulância, o controle do SAMU e o hospital selecionado para receber o paciente.

A teoria e a prática francesas passaram por um duro teste quando o coordenador do SAMU, dr. Arnaud DeRossi, e o dr. Jean-Marc Martino, especialista em ressuscitação, encarregaram-se de Diana aos quarenta minutos depois da meia-noite. Enquanto o dr. Martino a examinava, DeRossi e o SAMU falavam sobre qual seria a melhor maneira de cuidar dela. Diana estava consciente, mas incoerente e confusa, percebeu o médico. Ela se debateu quando lhe foi aplicado o soro intravenoso para o deslocamento até o hospital. Seu braço direito estava inclinado e deslocado, o que tornou a remoção do carro uma operação delicada. Por volta da uma hora da madrugada, o médico estabilizou a sua pressão arterial e a respiração e com muito cuidado ele e o bombeiro a retiraram de onde estava, entre os bancos do carro, e a colocaram na maca. Infelizmente, assim que ficou pronta para a remoção, seu coração deu uma parada. Esse fato, desprezado ou desconhecido pelos críticos, é considerado um inconveniente pela escola que defende a remoção imediata para o hospital. Mas se os médicos franceses tivessem removido Diana precipitadamente do carro, é bem provável que ela tivesse morrido na hora. Quando pedi a opinião do dr. Isadore Rosenfeld, eminente professor de clínica médica e cardiologia da Faculdade de Medicina Weill, na Universidade de Cornell, ele fez o seguinte comentário: "Conhecendo-se a extensão de suas lesões internas, ela só teria sido salva se a colisão a 160 quilômetros por hora tivesse ocorrido dentro do centro cirúrgico." Na prática, passaram-se 18 longos minutos até que a reanimação cardiopulmonar fosse suficiente para permitir a remoção.

Dentro da ambulância, Diana foi entubada. A pressão caiu e o dr. Martino usou dopamina. O exame que fez então revelou um ferimento no lado direito do tórax que não havia sido observado inicialmente. Ele ficou preocupado com a possibilidade de hemorragia interna. Estava bastante ansioso para deixá-la sem demora no bem equipado hospital que já havia sido avisado pelo dr. De Rossi, mas enfrentava um dilema cruel. Se a ambulância sacudisse Diana, havia o risco de uma nova parada cardíaca.

À uma hora e quarenta e um minutos, o dr. Martino ordenou que a ambulância fosse para o hospital Pitié-Salpêtrière, na margem esquerda do Sena, depois da catedral de Notre Dame e perto da Gare d’Austerlitz. Era um trajeto de seis quilômetros – dez minutos com trânsito normal. Existem críticas pelo fato de ela não ter sido levada ao hospital mais próximo, o Hotel Dieu. Mas o Hôtel Dieu não dispõe de equipes de cardiologistas e neurocirurgiões e não está tão bem equipado para receber pacientes com ferimentos múltiplos. O dr. DeRossi e o SAMU concordaram que Diana teria melhores chances no Pitié-Salpêtrière. Ali se encontrava a equipe e, de plantão naquela noite, um médico especialmente apto a tratar de suas lesões aparentes – o dr. Bruno Riou, professor de anestesiologia e ressuscitação, que havia reunido rapidamente toda a equipe de reanimação do hospital.

A polícia desobstruiu todas as vias. Dessa vez, as motocicletas que acompanhavam Diana eram pilotadas por seguranças, não por agressores. Mas o avanço da ambulância foi lento, uma agonia, porque o dr. Martino estava seguro de que o coração de Diana não suportaria a mais ínfima vibração. Seus temores se confirmaram quando, na altura do jardim botânico, a pressão de Diana caiu perigosamente. O dr. Martino parou a ambulância às duas horas, elevando o nível de dopamina para estabilizá-la novamente.21 Finalmente, eles entraram vagarosamente no pátio com calçamento de pedras do Pitié-Salpêtrière.

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